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Desenvolver projetos de inovação tecnológica para a inclusão social

Inovação social: a nova forma de resolver problemas difíceis
Publicado em 16/01/2017 às 20:02

https://www.publico.pt/2017/01/05/politica/noticia/inovacao-social-a-nova-forma-de-resolver-problemas-dificeis-1757131

 

Nos últimos anos, Portugal tem apostado na inovação social — sobretudo ao nível das empresas, das autarquias e do chamado terceiro sector — para resolver problemas que já não têm solução fácil através dos mecanismos tradicionais. Os subsídios não são a única resposta possível para a pobreza, o desemprego, a exclusão social ou o insucesso escolar, e é por isso que, até 2020, o Governo pretende investir 150 milhões de euros (fundos estruturais) para financiar estas soluções inovadoras, sem pôr em causa a função social do Estado.

Entre os exemplos de inovação que o Governo tem dado nas iniciativas organizadas sobre esta matéria há pelo menos cinco que vale a pena conhecer.

Um deles é a Academia de Código Junior, nascida em 2013, que tem como objectivo melhorar o sucesso escolar dos alunos do ensino básico, através da aprendizagem de programação informática. Além de alunos, esta empresa social também dá apoio a desempregados. É o primeiro título português de impacto social em Portugal (os títulos são uma espécie de acções negociadas numa bolsa especial, a Bolsa de Valores Sociais).

Outro é a plataforma digital Patiente Innovation que pretende criar uma rede de partilha à escala global em que os pacientes, e não só, partilham entre si inovações no tratamento de doenças raras.

Speak é mais um dos exemplos de inovação social que o Governo elogia. Em 2015, venceu o Big Impact Award por ter desenvolvido um modelo de inclusão de imigrantes através do ensino de línguas e cultura em cidades por todo o país.

Do Porto vem outra boa prática. Trata-se de Mundo a Sorrir (MaS), uma organização não-governamental criada por um jovem dentista do Porto que trabalha na área da prevenção e tratamento da saúde oral para jovens oriundos de situações económicas desfavorecidas. A MaS também tem protocolos com escolas e venceu o prémio de empreendedorismo social do INSEAD em 2014.

Finalmente, o quinto projecto merecedor de destaque (até mundial) chama-se ColorAdd e implicou a criação de uma espécie de código universal que transforma cores em símbolos, facilitando a inclusão social de daltónicos.

Portugal é líder europeu da inovação social e foi o primeiro país a candidatar projectos nesta área aos fundos estruturais. Quem o afirma é o comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, que ontem esteve reunido com a ministra da Presidência e Modernização Administrativa, em Lisboa. Juntos decidiram que Portugal vai receber, antes do final deste ano, uma conferência internacional para a Inovação Social, uma espécie de Web Summit para as questões sociais onde há lugar para startups, ONG, IPSS e todos os actores desta área.

 

“Decidimos hoje mesmo organizar uma grande conferência internacional sobre inovação social, a realizar em Portugal mais para o final deste ano, em que poderemos apresentar o que foi feito por cá, mas conhecer também outros exemplos do que está a ser feito, não só na Europa mas também noutras partes do mundo, e em que possamos estabelecer um programa de trabalhos para 2018, 2019 e 2020”, disse Carlos Moedas ao PÚBLICO no final do encontro.

A sintonia do antigo secretário de Estado de Passos Coelho com a ministra socialista neste ponto não podia ser maior. “Já somos a casa da Web Summit, queremos ser também uma casa importante para a inovação social, que toca pontos que têm a ver com a inovação em geral, como a inclusão digital”, afirma Maria Manuel Leitão Marques. Moedas acrescenta: “Eu vejo a Europa não como algo punitivo, mas como uma fonte de informação do melhor que se faz e hoje Portugal é líder em termos de inovação social”.

A iniciativa ainda não tem lugar nem data marcada, mas irá colocar Portugal no centro de um sector para o qual o país conta já com um envelope de 150 milhões de euros dos fundos estruturais para projectos nesta área, através de diferentes linhas de capacitação, sejam os títulos de impacto social, as parcerias ou o fundo de inovação social.

Os destinatários destas verbas são as organizações do sector social que estão a nascer, ou que precisam de ganhar escala ou reforçar as suas competências, assim como empresas que tenham produtos ou serviços com impacto social, explica Maria Manuel Leitão Marques, dando exemplos como a Coloradd, uma empresa que desenvolveu um produto para daltónicos.

“Tem é de haver sempre um elemento de inovação, que procure soluções novas mas ligadas a resultados”, sublinha, lembrando que algumas destas linhas de crédito são em primeira linha financiadas por investidores sociais, que só em função dos resultados podem reaver o seu capital e voltar a investir. São os chamados títulos de impacto social e há já casos concretos no país.

“Muitos destes instrumentos financiam soluções que já deram provas de impacto social mas que precisam de um reforço para crescer ou para se replicar, ou mesmo replicar ideias de outros países”, acrescenta.

LabX, testar para inovar

Outro tema de conversa entre Moedas e Leitão Marques foi a inovação no sector público, de que a ministra é especialista reconhecida internacionalmente. “Criamos um laboratório para esse efeito para o sector público para facilitar a vida do cidadão na relação com a administração pública”, referindo-se ao LabX, cuja ideia é “prototipar, experimentar, fazer a prova do conceito como fizemos para com o cartão do cidadão” antes de colocar em prática novos instrumentos de modernização administrativa.

O LabX é um projecto candidato a fundos europeus Horizonte 2020 e está ligado ao LabConections, uma rede de laboratórios semelhantes que há na Europa e na Comissão Europeia, e já tem projectos em curso, como o balcão do óbito ou o balcão do desemprego.

No âmbito da Administração Pública, o Governo deu também sequência aos espaços do cidadão criados pelo anterior executivo para ajudar os mais velhos, com mais dificuldades de acesso ao digital, a ter um espaço online nas juntas de freguesia para acesso aos serviços públicos digitais.

Maria Manuel Leitão Marques lembrou que este processo de modernização administrativa começou em 1999 com as Lojas do Cidadão, um projecto que ganhou prémios internacionais, incluindo três das Nações Unidas, e que atravessou todos os governos. “Houve um momento em que parou um bocadinho mas no final foi retomado, os espaços do cidadão renovaram a ideia do balcão multisserviços e deram-lhe uma outro alento e nós continuamos o projecto sem sequer mexer nos protocolos firmados”, disse.

Na sua opinião, esta política de modernização administrativa “não se faz numa legislatura, tem de ter continuidade”. Também aqui a sintonia é grande entre a ministra e o comissário, que salientou que se trata de uma tarefa, não só dos países, mas também das instituições europeias.

Para a ministra, o reconhecimento internacional destes programas é fundamental porque “Portugal compete no mundo, não apenas pelas suas empresas, pelas exportações e economia, mas também pela administração pública moderna, pela sua capacidade de reduzir custos administrativos para as empresas e para os cidadãos, pela sua capacidade de ser inclusivo e ter uma sociedade socialmente coesa”. Os países também são isso, diz: “A sua qualidade de vida, a segurança, os indicadores de igualdade e a qualidade dos seus serviços públicos”.

Moedas acrescenta mesmo que “conseguir ter serviços públicos que funcionam bem são também uma atracção ao investimento privado, importantíssimo para a economia”. “Quanto mais a eficiência da administração portuguesa for conhecida lá fora, mais investimento pode captar. É um ecossistema que ajuda um país a ser mais inovador e que, ou funciona, ou não funciona”, salienta.

Desenvolvimento e inovação social em debate – tecnologias assistivas: mobilidade e moda inclusivas
Publicado em 30/11/2016 às 15:23

http://noticias.ufsc.br/event/desenvolvimento-e-inovacao-social-em-debate-tecnologias-assistivas-mobilidade-e-moda-inclusivas/

O Núcleo de Desenvolvimento Regional e Inovação (NUDRI) promove o evento “Desenvolvimento e inovação social em debate - tecnologias assistivas: mobilidade e moda inclusivas”. O encontro será nesta quarta-feira, 30 de novembro, às 18h, no Auditório da Sede Acadêmica da UFSC – Campus de Blumenau

Entre os palestrantes estão os professores da UFSC/Blumenau Grazyella Cristina Oliveira de Aguiar e Daniel Alejandro Ponce Saldías, e o engenheiro Ângelo Marcos Gil Boeira.

 

O aplicativo de empreendedoras e empreendedores negros.
Publicado em 20/11/2016 às 19:43

http://www.kilombu.com/

O aplicativoKilombu

  A proposta é simples. Pretendemos unir duas pontas: A primeira ponta são as empreendedoras e os empreendedores em sua diversidade de atuação. Estes podem ser: trançadeiras, turbanteiros, pedreiros, escritores, donos de lojas e etc.; Na outra ponta, temos os consumidores interessados em usar um serviço ou produto feito, comercializado ou distribuído por nossos anunciantes.

Uma iniciativa como esta, se mostra providencial, quando observamos a situação do afroempreendedor brasileiro, evidenciada em notíciaveiculada pelo portal de notícias G1: “Dados processados pelo Sebrae a partir da PNAD 2013 revelam a distinção entre empresários negros e brancos. Enquanto 78% dos empreendedores declarados brancos são empregadores, entre os negros o número corresponde a 9%. Os demais (91%) são classificados como empresários por conta própria – aqueles que trabalham sozinhos ou com sócio, mas não contam com empregados remunerados.”.

Por essa razão, pretendemos potencializar empreendedores negros tornando-os ainda mais qualificados em suas zonas de atuação a fim de promover uma maior igualdade de oportunidades. O Kilombu é, portanto, uma ação afirmativa, que objetiva ajudar a construir uma sociedade mais plurarista.
“As ações afirmativas no Brasil partem do conceito de equidade expresso na constituição, que significa tratar os desiguais de forma desigual, isto é, oferecer estímulos a todos aqueles que não tiveram igualdade de oportunidade devido a discriminação e racismo” conforme consta no site da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Ações como esta possuem um caráter temporário, atuando enquanto perdurem as desigualdades.
Vale ressaltar que “em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade que as ações afirmativas são constitucionais e políticas essenciais para a redução de desigualdades e discriminações existentes no país” ainda segundo informações disponibilizadas pela SEPPIR.

Plataforma coloca alunos para perguntar e responder dúvidas
Publicado em 20/11/2016 às 19:41

http://www.cartaeducacao.com.br/tecnologia/plataforma-coloca-alunos-para-perguntar-e-responder-duvidas/

http://brainly.com.br/

Quando estava no Ensino Médio, Michal Borkowski não tinha muitos problemas com as aulas deMatemática, mas a situação era bastante diferente quando se tratava de Biologia, por exemplo. Nesses casos, recorria à ajuda dos amigos que tinham um melhor domínio da matéria para esclarecer suas dificuldades e se preparar para os exames. “Isso tornou estudar algo mais fácil, pois eu podia pedir ajuda sempre que tivesse dúvidas”, conta.

Essa experiência da sua vida estudantil o inspiraria, anos mais tarde, a criar a Brainly. Fundada em 2009, na Cracóvia, Polônia, a plataforma digital é hoje a maior comunidade online de estudantes do mundo e funciona da seguinte maneira: ao se cadastrar, o usuário ganha automaticamente pontos que utiliza para fazer suas perguntas. Para ganhar mais pontos e poder continuar perguntando, ele precisa ajudar outros usuários com suas questões.

“A Brainly começou como um projeto que visava recriar minha própria experiência pessoal de pedir ajuda e também auxiliar outras pessoas, mas online. Agora os estudantes podem perguntar a 60 milhões de outros alunos de todo o mundo sempre que tiverem uma dúvida – 7 milhões só no Brasil”, conta o CEO.

A lógica por trás da ferramenta é simples: ninguém sabe tudo, mas todos sabem algo que podem compartilhar. Mas, em meio a tantas fontes, como garantir a qualidade das respostas dadas pelos usuários?

“Temos mais de mil moderadores no mundo todo, que geralmente são estudantes engajados, professores e pais. Eles garantem a qualidade das respostas. Os moderadores são também responsáveis por tirar qualquer conteúdo impróprio do Brainly”, responde o CEO. Ao todo, são mais de 100 mil perguntas respondidas por dia ao redor do mundo.

Tanto a plataforma como o app são inteiramente grátis e se valem da arquitetura dos games. Assim, quanto mais os usuários perguntam, mais eles sobem de nível e conquistam medalhas. “Os lados da diversão e competitividade do Brainly ajudam os usuários a se engajarem. Eles podem passar de nível e ranking e ainda podem ver a pontuação dos melhores usuários”, explica Borkowski.

Atualmente, a Brainly está disponível em 35 países e, além da sede na Cracóvia, a empresa possui um escritório em Nova Iorque. No Brasil, o conteúdo é organizado por nível escolar (Ensino Fundamental, Médio e Superior) e por matérias.

Para Borkowski, a internet possibilita a superação de barreiras para o compartilhamento do conhecimento que ainda existem no mundo real, democratizando o acesso à informação. “Nossa visão com o Brainly é conectar todo estudante com um estudo personalizado e estamos fazendo isso com o auxílio de mais de 60 milhões de usuários que usam a plataforma todo mês e se ajudam”, finaliza.

Inovação Pedagógica
Publicado em 15/11/2016 às 18:49

https://www.42.us.org/our-philosophy/pedagogical-innovation/

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Conectamos pessoas para compartilhar viagens
Publicado em 15/11/2016 às 18:18

https://www.blablacar.com.br/

Colaboração é a nova revolução
Publicado em 15/11/2016 às 18:14

https://bliive.com/?lang=pt-br

 

O Bliive é a rede colaborativa de troca de tempo

veja como esta inovação já está acontecendo

  • bliive-video

Capital Social – Negócios de Impacto Social – Economia Colaborativa – Valor compartilhado
Publicado em 14/11/2016 às 14:07

http://tab.uol.com.br/empreendedorismo-social/#capital-para-todos

Universidade sem Professores – “42″
Publicado em 14/11/2016 às 13:55

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/11/1832123-como-funciona-a-universidade-sem-professores-inaugurada-nos-eua.shtml

Uma universidade revolucionária, sem professores, onde não há livros e nada é pago, acaba de ser aberta no Vale do Silício, na Califórnia. A ideia é receber por ano mil estudantes interessados em programação de computadores e desenvolvimento de software. Durante o curso, os alunos trabalham sempre em grupo e avaliam os trabalhos uns dos outros.

O nome da nova universidade, 42, é uma referência à resposta sobre qual seria o sentido da vida segundo o clássico de ficção científica “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (“The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, no original em inglês) de Douglas Adams –criado nos anos 1970 como série de rádio da BBC e transformado em livro, peça de teatro, minissérie de TV, filme longa-metragem, revista em quadrinhos, livro ilustrado e jogo de computador.

O Guia do Mochileiro das Galáxias é o nome de um dicionário fictício, que tem definições e opiniões sobre todo o universo. O primeiro campus da 42 foi criado em Paris, em 2013, por Xavier Niel, um empresário e milionário do setor de tecnologia.

Muitos do que se formaram lá trabalham hoje em grandes empresas como IBM, Amazon e Tesla. Alguns criaram suas próprias companhias.

FACEBOOK E AIRBNB COMO MODELOS

Xavier Niel e seus sócios –vindos de start-ups do setor de tecnologia– querem revolucionar a educação como o Facebook fez com a comunicação na internet e o Airbnb com a hotelaria convencional.

Para atingir essa meta, a universidade combina uma forma radical de ensino colaborativo e aprendizagem por projetos. Os dois métodos são bastante populares entre educadores, mas normalmente envolvem a supervisão de professores.

BBC
Brittany Bir, chefe de operações da 42 na Califórnia, diz que jovens acostumados a ensinar aos colegas têm mais iniciativa no ambiente de trabalho
Brittany Bir, diz que jovens acostumados a ensinar aos colegas têm mais iniciativa no trabalho

Assim, os alunos da 42 podem escolher projetos –como criar um website ou um jogo de computador– que seriam executados se eles estivessem trabalhando em uma empresa como desenvolvedores de software.

Para colocar seu projeto de pé, eles usam as fontes gratuitas disponíveis na internet e recebem ajuda dos colegas. Todos trabalham lado a lado, em uma ampla sala, com várias fileiras de computadores. Depois, a avaliação será feita por um outro colega, escolhido aleatoriamente.

Como nos jogos de computador, os estudantes vão avançando no curso em níveis ou fases e competem com um mesmo projeto. Eles se formam ao atingir o nível 21 e isso geralmente leva de três a cinco anos. Ao concluir o curso, recebem um certificado, nada de diploma tradicional.

FIM DO APRENDIZADO PASSIVO

Os criadores da 42 afirmam que esse método de aprendizagem é melhor que o sistema tradicional que, segundo eles, incentiva os estudantes a serem receptores passivos de conhecimento.

“O retorno que temos recebido dos empregadores é que os jovens que formamos são mais preparados para buscar informações por si mesmos, por exemplo, sem precisar perguntar ao supervisor o que devem fazer,” diz Brittany Bir, chefe de operações da 42 na Califórnia e ex-aluna no campus de Paris.

Associated Press
O empresário francês Xavier Niel (dir.) com os prefeitos de Londres e Paris. É ele quem financia o projeto da universidade sem professores
O empresário francês Xavier Niel (dir.) com os prefeitos de Londres e Paris

APRENDENDO COM QUEM APRENDE

“O aprendizado colaborativo faz os estudantes desenvolverem a confiança necessária para buscar soluções de forma autônoma, com métodos criativos e engenhosos”, explica.

Ela afirma ainda que quem passou pela 42 é mais capaz de trabalhar em grupo, discutir e defender ideias –qualidades procuradas no mundo real do mercado de trabalho em tecnologia. “Isso é especialmente importante na área de programação, onde há uma falta de determinadas habilidades humanas,” acrescenta.

O aprendizado colaborativo não é novidade e já é adotado em várias escolas e universidades, especialmente em áreas como engenharia. Aliás, historiadores concluíram que, na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles tinha na sua escola alunos que eram monitores e ajudavam os colegas.

Pesquisas recentes mostram que o aprendizado colaborativo pode fazer o aluno desenvolver um conhecimento mais profundo sobre determinado assunto. Especialista em educação, o professor Phil Race explica que assuntos difíceis são mais fáceis de entender quando explicados por alguém que os aprendeu sozinho, sem nenhuma ajuda.

Thinkstock
A grande procura por programadores levou ao surgimento de cursinhos rápidos e intensivos no Vale do Silício, nos EUA
A grande procura por programadores levou ao surgimento de cursinhos rápidos e intensivos nos EUA

Dan Butin, reitor da escola de educação e política social do Merrimack College de Massachusetts, nos EUA, defende que o aprendizado colaborativo e por projetos seja popularizado em colégios e universidades. O professor Butin diz que esses métodos são “ferramentas de ensino” muito melhores do que palestras, por exemplo, que normalmente não propõem desafios ao raciocínio dos ouvintes.

‘O MOMENTO DO ARRÁ!’

No entanto, Butin considera que a universidade 42 foi longe demais ao abolir os professores. Pesquisas feitas por ele indicam que a maneira mais eficaz de ensino colaborativo inclui a supervisão de um professor especializado.

“A razão decisiva para a existência de um professor é orientar os estudantes no enfrentamento de assuntos complexos, ambíguos e que geralmente escapam à sua capacidade de entendimento”, acredita. “Bons professores são capazes de levar os estudantes ao que chamo de ‘momento do arrá!’”

O pesquisador diz que “a função da universidade” é desafiar conhecimentos e opiniões preconcebidas. Uma universidade sem professores, continua Butin, pode permitir que os estudantes simplesmente “reforcem e regurgitem” ideias que já têm sobre o mundo.

O modelo da 42 poderia ser uma alternativa aos Massive Open Online Courses, os Moocs (cursos on-line abertos e massivos, em tradução livre), que permitem que um grande número de pessoas estude on-line gratuitamente ou pagando pouco.

Como os Moocs, a 42 oferece uma educação mais acessível que a universidade tradicional. Mas também oferece os chamados benefícios sociais como acesso a um prédio e interação diária com outras pessoas. A abertura da 42 coincide com a popularização nos EUA de cursinhos rápidos e intensivos que atraem milhares por causa da grande procura por programadores e desenvolvedores de software.

MÉTODO EXIGE ALUNO DISCIPLINADO

Mas será que o modelo sem professores da 42 daria certo em grandes universidades? Britanny Bir admite que os novos métodos não servem para todos os alunos. Durante o mês de seleção, por exemplo, alguns candidatos ficam irritados pelo estresse de trabalhar tão próximos. E não é difícil imaginar uma reação assim se você recebeu nota baixa de alguém que está no computador ao seu lado.

“O método é indicado para pessoas muito disciplinadas e confiantes, que não se intimidam com a liberdade de trabalhar no seu próprio ritmo”, diz Britanny.

Nicolas Sadirac, diretor da 42 de Paris, destaca que esse modelo funciona particularmente bem para estudantes que sofreram fracassos ou foram deixados de lado pelo sistema tradicional de educação. “Na França, o sistema de educação decepciona muitos jovens apaixonados, que se sentem frustrados com o que são obrigados a fazer e com a maneira como isso é exigido”, acrescenta.

O processo de seleção da universidade 42 ignora qualificações acadêmicas anteriores. No campus de Paris, 40% dos estudantes não completaram o equivalente ao segundo grau. “A 42 lembrou a eles que aprender pode ser divertido se você seguir o seu interesse, em vez de ser ensinado por professores a focar em uma coisa só,” conclui Sadirac.

Inovação e Empreendedorismo Social
Publicado em 06/11/2016 às 20:03

http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2016/11/santa-catarina-tem-144-mil-pessoas-envolvidas-com-empreendedorismo-social-8141533.html

A comunidade online da organização Social Good Brasil conta com 180 mil pessoas cadastradas em todo o país. As lideranças estimam que 80% sejam radicadas em Santa Catarina, Estado cuja capital é o berço da rede. Inspirar, conectar e apoiar indivíduos e organizações no uso de tecnologias, novas mídias e comportamento inovador na solução de problemas da sociedade é o objetivo da quinta edição do festival Social Good Brasil, que começa hoje e vai até sábado (confira a programação abaixo) na Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia (Acate), além de fortalecer ainda mais a região como polo dos negócios de impacto.

A diretora-executiva do evento, Carolina de Andrade, reforça tal vocação do Estado. Para a especialista em inovação, há, inclusive, uma nova leva de empreendedorismo social em curso.

— As pessoas estão buscando mais propósito em suas vidas, e também mais flexibilidade. A tecnologia está mudando os formatos de trabalho, reduzindo custos de transação pela internet, criando novas carreiras e, de maneira geral, acelerando a inovação social, que está ligada principalmente a novos comportamentos e modelos mentais — explica.

Um dos principais atores nesse processo, o voluntário também está mudando. Conforme a presidente do Instituto Voluntários em Ação, Fernanda Bornhausen Sá, que também idealizou há cinco anos o Social Good Brasil, há um desejo pelo protagonismo social.

— Trabalhamos com um novo tipo de voluntário, que está bem capacitado para o uso de tecnologias e novas mídias. São muitas as pessoas que fazem voluntariado a partir do seu próprio computador. Na verdade, são mais de 1 milhão de pessoas mobilizadas em todo o mundo, principalmente em torno das próprias ideias ou trabalhando em conjunto — define.

Esse trabalho em rede é a grande aposta da gerente-executiva do Instituto Comunitário da Grande Florianópolis, Mariane Maier Nunes, que atua com cerca de 300 pessoas na região da Capital que têm interesse em gerar impacto social nas mais diversas áreas – criança e adolescente, animal, saúde e educação, principalmente.

Diretora-executiva do Social Good Brasil dá quatro dicas para você se tornar um empreendedor social

Social e rentável ao mesmo tempo

Além de contemplar novos estilos de vida, que almejam a transformação do mundo, os projetos sociais dão conta de garantir a sustentabilidade empresarial. Isso porque podem ser rentáveis, desde que alinhados aos modelos de negócio. Desde 2015, a Semente Negócios, que desenvolve o Programa de Apoio a Negócios de Impacto Social junto ao Sebrae, já atendeu 200 empresas — todas de Florianópolis.

— Já vamos para a quarta turma de capacitação. Os principais desafios são gerar valor concreto para o mercado, assim como qualquer outra empresa, além de mensurar o impacto causado e conseguir comunicar isso — detalha o sócio da consultoria, Juliano Trevizan.

O vice-presidente de Mercado da Acate, Silvio Kotujansky, que também é mentor dos laboratórios de inovação do Social Good Brasil, destaca a possibilidade de se mudar o mundo e ganhar dinheiro.

—  O empreendedor social talvez não tenha a pretensão de ficar rico, mas tem que ser sustentável para dar continuidade, ampliar e atingir mais pessoas. O segredo é buscar o modelo de negócios adequado — sugere.

Ele também explica por que é mais fácil que startups sejam sustentáveis socialmente quando comparadas às empresas tradicionais.

— Há vários fatores que influenciam no sucesso de projetos de inovação social. Dois deles estão ligados às empresas de tecnologia: verticalização, que faz com que soluções sejam canalizadas para mercados-alvo, e escalabilidade, que garante que as ideias atinjam maior número de pessoas. Mas também há movimento de adequação das empresas tradicionais. Exemplos são aquelas um pra um: a cada venda, uma doação é feita.

Aplicativo de segurança colaborativa que conecta pessoas para formar redes de segurança para, juntas, prevenir crimes e pedir socorro em situações de emergência, seja no âmbito pessoal ou comunitário. Site: www.kundi.com.br

Software capaz de gerar receita médica pautada em design de informação e pictogramas criados e validados para a realidade brasileira. A solução oferece cinco vezes mais entendimento ao paciente. Letras de Médico (2015): 

 

Serviço online de dicas e sugestões de atividades que ajuda professores dos anos iniciais do ensino fundamental a preparar aulas mais criativas e de forma mais rápida. No serviço, um educador elabora atividades ou dicas de acordo com as necessidades de cada professor, ajudando-o a implementá-las na sala de aula, reduzindo tempo e esforço. http://professorassistente.com/

 

Canal direto para o estudante de escola pública pedir o que quiser aprender além do currículo obrigatório e a sociedade saber como participar. Leva para as escolas conteúdos adicionais como fotografia, quadrinhos, cerâmica e palestra contra machismo, mas também outros frutos como autoestima e conexões com o mundo real. Quero na Escola: (2015):

 

 

 

 

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