Tecnologias Inclusivas e Inovação Social
  • Negócios de impacto social atraem executivos insatisfeitos com carreira

    http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2015/12/negocios-de-impacto-social-atraem-executivos-insatisfeitos-com-carreira.html

    Tais LaportaDo G1, em São Paulo

    Empreender é uma ferramenta de mudança social, não apenas um meio para ganhar dinheiro. Foi essa a mensagem que fundadores de startups brasileiras transmitiram aos jovens que buscam abrir um negócio, durante o Menos 30 Fest, evento organizado pela plataforma de relacionamento da Globo com o público jovem, neste sábado (5), em São Paulo.

     

    MENOS30 FEST
    Evento reúne empreendedores em SP

    O criador da plataforma de buscas de empregos 99jobs, Eduardo Migliano, deixou o emprego em um banco para criar a ferramenta que hoje fatura mais de R$ 1 milhão, com a ambição de “ajudar pessoas a mudar o mundo fazendo o que amam”. Ganhar dinheiro, apenas, havia perdido o sentido para ele. O trabalho de Migliano precisava fazer “alguma diferença”.

    “O que me deu um clique [para mudar] foi entender que eu podia fazer um pouquinho mais do que a sociedade já estava entregando para o mundo. Eu podia construir uma causa no dia a dia para que as pessoas pudessem viver melhor a sua missão e sua causa”, conta.

    Negócios de impacto social
    Felipe Alves, coordenador de produção da Artemisia, também abandonou o emprego na área de finanças e indústria automotiva para trabalhar com negócios de impacto social na startup. Em crise, ele percebeu que sua carreira não trazia mais satisfação e arriscou em um ramo que ousa fazer dinheiro e ao mesmo tempo transformar problemas sociais.

    “Entre ganhar dinheiro e mudar o mundo, fique com os dois”, sugeriu Alves aos participantes do Menos 30 Fest, atentos aos seus conselhos. “Passamos por uma crise, mas preferimos ver o copo mais cheio do que vazio e criar soluções inovadoras para pessoas que sofrem falta de acesso”, diz Alves sobre negócios voltados para a chamada “base da pirâmide” – as classes de renda mais baixa.

    Na área de impacto social, Alves enumera um boom de negócios em educação, que segundo ele estão ficando até saturados, apesar das boas oportunidades, com ideias competindo entre si. As áreas de serviços financeiros e saúde também têm espaço para ideias promissoras, conta.

    Mas não basta que a ideia seja boa, adverte o coordenador da Artemisia. ”Precisa ser ‘menos papel’ e mais ‘sola de sapato’. De nada vale se não tiver ação”, diz. Mesmo que a ideia de negócio receba críticas ou pareça ruim a princípio, ele incentiva o jovem a não desistir e aprimorar o projeto até ele amadurecer.

    O Menos 30 Fest reuniu empreendedores e executivos ligados a projetos inovadores para discutir os principais desafios para o jovem interessado em abrir seu próprio negócio ou desenvolver uma ideia na empresa onde trabalha, como economia criativa, big data, empreendedorismo feminino e design thinking.


  • LabicBR desenvolve projetos de inovação cidadã

    Equipes multidisciplinares de 14 países começaram nesta segunda-feira, dia 16, o trabalho de desenvolvimento de 12 projetos de inovação cidadã no Laboratório Ibero-americano de Inovação Cidadã (LabicBR). O trabalho se estenderá até o dia 29 de novembro, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.
    Mas, o que é inovação cidadã? E para que um laboratório? “Durante muito tempo esse conceito esteve nas mãos das empresas e da academia, como se eles fossem eles os donos. Mas, com o tempo e a evolução das tecnologias digitais que facilitam o compartilhamento e a transmissão de conhecimentos, a inovação foi democratizada. Hoje, há uma série de iniciativas feitas por cidadãos e para cidadãos em que eles próprios criam e propõem soluções para resolver desafios sociais, econômicos”, explicou o responsável pelo projeto de inovação cidadã da Secretaria Geral Ibero-Americana (Segib), Pablo Pascale.
    De acordo com a diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Georgia Nicolau, a inovação cidadã, também chamada no Brasil de inovação social, é impulsionada através da criação em coletivos ou laboratórios das mais diversas matizes, sendo o LabicBR uma grande reunião dessa diversidade presente em 14 países ibero-americanos.
    “Nós queremos estimular a formação de redes de inovação feita pelas pessoas, para as pessoas, organizadas em outros formatos que não numa empresa, que não visam só o lucro ou a busca por uma patente. Tudo em um ambiente que seja interdisciplinar e intercultural, onde as pessoas tenham os mais variados backgrounds e construam soluções locais para problemas locais, que possam ser executas por elas mesmas ou que possam pautar políticas públicas”, explicou.
    Para tanto, ressalta Georgia, uma premissa fundamental do LabicBR é a documentação e compartilhamento em licenças livres de todos os projetos desenvolvidos ali, de modo a permitir o seu acesso e aperfeiçoamento por outras redes de inovação. “Os projetos devem ser apropriados como política pública, sem proprietários”, destacou.
    Nesse sentido, Pascale apontou que o próprio LabicBR conta com um código de ética que o define como um espaço de colaboração, não de concorrência, de respeito à diversidade em todas as formas e de inteligência coletiva.
    O secretário de Políticas Culturais do MinC, Guilherme Varella, destaca que o LabicBR é também uma “grande estufa” de experimentação e de proposição de novas formas de gestão pública, tão necessárias e reivindicadas pela sociedade. “O evento e os desdobramentos dele são em si uma inovação na relação colaborativa entre sociedade, setores culturais e Estado. Precisamos evoluir muito mais, mas de estufas como essa podem surgir mais inovações na forma de organização do Estado, na otimização de recursos, nas formas de governança e de tomadas de decisão”, concluiu.
    O LabicBR
    O LabicBR reúne 120 participantes, divididos em 12 grupos de dez pessoas que contam com o assessoramento de quatro mentores. Cada grupo se dedicará a um dos 12 projetos e todos participarão de sete workshops, sessões críticas e reflexões sobre o formato de Laboratórios de Inovação Cidadã, entre outras atividades. Tanto os participantes quanto os projetos a serem desenvolvidos foram selecionados por meio de chamada pública.
    Os 12 projetos são: Aprender Brincando: tessituras afetivas e poéticas para a aprendizagem em rede; Caixa Mágica de Participação Social; Cargografías; Criação de modelo de rádios comunitárias não piratas no Brasil através da geração de capacidades; HiperGuardiões; Jardins Suspensos; Monitoramento Comunitário de Focos de Vetores de Dengue no Brasil e América Latina; Praça: instruções de uso; Redes de telecomunicações comunitárias; Sinergia da Diversidade Ibero-Americana; Todas as tuas idéias: protocolo para ativar processos participativos no espaço público; e VirtualCidade.
    Vinicius Mansur
    Assessoria de Comunicação
    Ministério da Cultura

     

    http://www.cultura.gov.br/banner-3/-/asset_publisher/axCZZwQo8xW6/content/labicbr-desenvolve-projetos-de-inovacao-cidada/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fbanner-3%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_axCZZwQo8xW6%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-3%26p_p_col_count%3D2

     


  • Examinando o fenômeno de violência contra a mulher e Recursos tecnológicos para sua proteção

    Programa de Pós Graduação Mestrado Interdisciplinar em Tecnologias da Informação e Comunicação /PPGTIC – Campus Araranguá/UFSC

    Laboratório de Mídia e Conhecimento – Labmidia/Campus Araranguá

    Laboratório de Tecnologias Computacionais – Labtec/Campus Araranguá

    Observatório de Tecnologias Inclusivas – tecnologiasinclusivas.ufsc.br

    Projeto de Extensão: Educando em Direitos Humanos com as Tics

    Projeto de Extensão: Educação em Bioética Social

    Convite – Palestra 

    Examinando o fenômeno de violência contra a mulher e Recursos tecnológicos para sua proteção

    Palestrante: Del. Sônia Maria Dall’Igna

    Chefe da Divisão de Políticas de Segurança Pública para os Grupos Vulneráveis

    Departamento de Direitos Humanos/RS

    Secretaria da Segurança Pública/RS

    Mestranda em TICs/PPGTIC/Campus Araranguá/ufsc

     

    Data: 05.11.2015 – quinta.

    Horário: 14:30 hs às 16:30 hs.

    Local: Auditório – Campus UFSC/Jardim das Avenidas (UNISUL)

    Haverá certificado de atividades complementares para os participantes.

     

    Organizadores:

    Prof. Giovani M. Lunardi

    Prof.a Luciana B. Frigo

     


  • Prêmio Empreendedor Social, realizado pela “Folha de S.Paulo” – Fundação Schwab – 2015

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2015/10/27/conheca-os-finalistas-do-premio-empreendedor-social-e-vote-no-seu-preferido.htm

    O Prêmio Empreendedor Social, realizado pela “Folha de S.Paulo” em parceria com a Fundação Schwab, chega à sua 11ª edição em 2015.

    Três organizações são finalistas na categoria principal e outras três concorrem ao Prêmio Empreendedor Social de Futuro, voltado a iniciativas que estão começando.

    Os seis disputam a partir de agora também na categoria especial, a Escolha do Leitor. Nos vídeos abaixo você pode conhecer os empreendedores finalistas, que tiveram um minuto para “vender o seu peixe”. Assista e vote no seu preferido.

    Você pode compartilhar suas histórias inspiradoras com seus amigos para eles votarem também.

    O ganhador da Escolha do Leitor será conhecido na cerimônia do Prêmio Empreendedor Social, em 18 de novembro, que será transmitida ao vivo pelo UOL.

    O vencedor do Prêmio Empreendedor Social é escolhido por um júri especializado. Os ganhadores têm a oportunidade de entrar na Rede Schwab de empreendedores socioambientais, que propicia interação com organizações inovadoras de todo o mundo.

    Os empreendedores aceitos pela Schwab também têm acesso a reuniões regionais e mundiais do Fórum Econômico Mundial.

    A “Folha” realiza também o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, voltado a jovens de 18 a 35 anos. Os finalistas e o vencedor desse concurso recebem benefícios como bolsas de estudo e assessoria jurídica e de comunicação.

    O Empreendedor Social é patrocinado pela Coca-Coca e pela CNI e tem a TAM como transportadora oficial. Fundação Dom Cabral, ESPM e UOL são parceiros estratégicos.

    Empreendedores 2015

    Eliana Sousa Silva, 53
    Ela fundou a Redes da Maré para desenvolver o potencial dos moradores do maior complexo de favelas do Rio de Janeiro. A intelectual criada na comunidade desenvolve projetos em eixos como educação e segurança pública. Colocou, literalmente, a favela no mapa, ao fazer a primeira cartografia e um censo da região. Aposta em ações estruturantes como criar um cursinho pré-vestibular que levou 1.300 moradores da Maré à universidade.

    Luis Eduardo Salvatore, 38
    O Instituto Brasil Solidário nasceu do sonho do empreendedor social de mudar a realidade da educação no Brasil profundo. Hoje, dissemina uma tecnologia social que coloca a escola no centro da mobilização em municípios de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Envolve o poder público e demais atores locais para criar “ilhas de desenvolvimento”. Sua caravana passa e deixa lições de música, fotografia, higiene, alimentação saudável e cidadania.

    Sergio Andrade, 38
    O cientista político resolveu colocar a mão na massa para disseminar boas práticas de gestão pública pelo Brasil. Fundou a Agenda Pública para atuar no fortalecimento de municípios impactados por grandes obras e megaempreendimentos. Tornou-se assim um empreendedor social que leva princípios de eficiência e participação popular para que o poder público possa entregar melhores serviços à população. E acredita e aposta na política como canal de transformação.

    Fernando Assad, 32
    O empreendedor desbrava uma nova frente com o Programa Vivenda: financia e realiza reformas de baixo custo e alto impacto na saúde e na qualidade de vida dos moradores de favela. Com obras de baixa complexidade, como reformar um banheiro e melhorar a ventilação de um cômodo, contribui para reduzir o deficit habitacional qualitativo. Seu nicho são as 11 milhões de famílias brasileiras que hoje vivem em moradias inadequadas.

    Gustavo Fuga, 22
    Estudante de Economia da USP, ele se tornou CEO do próprio negócio social: o 4You2, um curso de inglês de baixo custo, que leva professores estrangeiros para viver e ensinar na periferia. Com mais de 1.500 alunos matriculados, o jovem empreendedor faz planos de expansão do seu método inovador de ensino de idiomas. Além de uma experiência multicultural, a missão é oferecer uma ferramenta para transformar a vida de estudantes carentes.

    Panmela Castro, 34
    A artista plástica e grafiteira criou a Rede Nami para promover o direito das mulheres que, a exemplo dela, foram vítimas de violência doméstica. Usa o grafite e arte urbana para espalhar pelos muros do Rio de Janeiro e do mundo mensagens sobre igualdade de gênero, além de disseminar informações sobre a Lei Maria da Penha em oficinas nas escolas públicas. Criou ainda um grupo de afrografiteiras que usam sua arte para combater o racismo.


  • Colóquio interdisciplinar discute gênero e violências na UFSC

    Colóquio Interdisciplinar Gênero e Violências será realizado de 24 a 26 de novembro na UFSC e pretende debater de forma interdisciplinar esta temática em suas amplas possibilidades e interseccionalidades, no campo da academia, das políticas públicas, do cotidiano e do ativismo.

    O evento visa reunir pesquisadores, estudantes e profissionais que trabalham em instituições de combate à violência e a sociedade em geral, em torno de conferências, mesas-redondas e fóruns de debates guiados por eixos temáticos que proporcionem exposições de pesquisas e trabalhos, reflexões aprofundadas, e que resultem em ações e encaminhamentos rumo ao fim da violência contra as mulheres e de gênero.

    A proposta do evento é sua inserção na campanha nacional “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”.

    Trabalhos

    Serão aceitos trabalhos que tenham a violência contra as mulheres e de gênero como objeto. Ao inscrever as propostas de comunicações o (a) participante deve indicar o eixo temático em que tem interesse de participar, podendo, a critério da comissão organizadora, haver remanejamento de eixos.

    Os eixos são Práticas pelo fim da violência; Violências, feminismos, diversidades; Políticas públicas de enfrentamento à violência; e Educação e violência de gênero.

    Os primeiros passos são a inscrição e o envio de um resumo expandido (até 400 palavras), como proposta de trabalho a ser avaliada pela comissão organizadora. As inscrições para comunicações estão abertas até 20 de outubro.

    Cada trabalho poderá contar com até dois autores, sendo que ambos deverão estar inscritos no evento como autores. Cada autor poderá enviar uma única proposta de trabalho. Aqueles que tiverem propostas aprovadas deverão enviar os trabalhos completos até 19 de novembro.

    Os trabalhos completos deverão ter de 20 a 30 mil caracteres (com espaçamento, notas e bibliografia) e deverão ser submetidos no site até 19 de novembro em arquivo de texto (doc ou docx), habilitado para edição, contendo título da comunicação; nome do(s) autor(es); e-mail para contato e breve resumo da formação acadêmica; resumo com até 150 palavras; de três a cinco palavras-chave.

    Mais informações no site do evento.


  • Objetos Educacionais para o Ensino de História da África e Arte Africana na Educação Básica do Brasil

    O  objetivo do projeto é reunir materiais e trocar experiências de como contribuir para o Ensino da História da África e Arte Africana na Educação Básica do Brasil.
    Este projeto faz parte das atividades:
    1. disciplina de graduação em TIC: “´Tópicos em Educação e Cultura Digital”
    2. disciplina de graduação em FISIOTERAPIA: “Relações Interétnicas”
    3. disciplina do Mestrado em TIC: “Tecnologias Inclusivas”
    4. Projeto de Extensão: “Educando em Direitos Humanos com as TICs”
    5. Projeto de Extensão em Saúde: “Educação em Bioética Social aplicada a Saúde Pública”
    6. Projeto Bolsa Cultura:  “Mostra de Cinema e Direitos Humanos”
    7. Projeto de Pesquisa BOLSA PIBIC: “O conceito de Vida”
    8. disciplina do Mestrado em Energia e Sustentabilidade: “Bioética Ambiental e Sustentabilidade”

     


  • Curso Gratuitos Universidade de Madrid

    Os cursos estão disponíveis para toda comunidade acadêmica, bastando que os interessados tenham acesso à internet e a um computador.

       As aulas são ministradas em espanhol, mas há também opções, alternativamente, em língua inglesa.

    Para se inscrever nos cursos, basta criar uma conta no sítio eletrônicohttps://www.edx.org. Depois disso, o interessado deve acessar o linkhttps://www.edx.org/school/uamx para visualizar os cursos disponibilizados pelaUniversidad Autónoma de Madrid e eleger o(s) curso(s) que se encaixa(m) em seu perfil.

       Abaixo os cursos disponibilizados:

    1 – Jugando con Android – Aprende a programar tu primera App

    Início: 6 de outubro de 2015

    2 – La Química Orgánica, Un mundo a tu alcance

    Início: 6 de outubro de 2015

    3 – La España de El Quijote

    Início: 6 de outubro de 2015

    4 – Trasplante de órganos: desafíos éticos y jurídicos

    Início: 6 de outubro de 2015

    5 – De la granja a la mesa: La seguridad alimentaria en la Unión Europea

    Início: fevereiro de 2016

    6 – Educación de calidad para todos. Equidad, inclusión y atención a la diversidad

    Início: fevereiro de 2016

    7 – Idealismo Filosófico: Cómo hacer Mundos con Ideas

    Início: fevereiro de 2016

    8 – Fisiopatología renal y enigmas de la vida cotidiana

    Início: fevereiro de 2016


  • Tetraplégica lança livro de tese de doutorado feita com ‘piscar de olhos’

    http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/06/1638691-tetraplegica-lanca-livro-de-tese-de-doutorado-feita-com-piscar-de-olhos.shtml

    Há 13 anos, a artista Ana Amália Barbosa se comunica com o mundo por meio do olhar. Uma piscada é sim, uma olhada para cima é não.

    Com um programa especial de computador, ela defendeu sua tese de doutorado na USP. A pesquisa resultou no livro “Além do Corpo – Uma Experiência em Arte/Educação” (Cortez Editora; 200 págs.; R$ 46), a ser lançado na terça (9).

    Ana Amália, 49, desenvolveu a síndrome do “locked in” (retratada no filme “O Escafandro e a Borboleta”) após sofrer um derrame no tronco cerebral. Ficou tetraplégica, muda e disfágica (não consegue mastigar e nem engolir).

    Karime Xavier/Folhapress
    Ana Amália Barbosa, 49, escreveu tese de doutorado na USP usando apenas 'piscar de olhos'
    Ana Amália Barbosa, 49, escreveu tese de doutorado na USP usando apenas ‘piscar de olhos’

    O livro relata a experiência educacional desenvolvida pela artista Ana Amália com seis crianças com lesão cerebral. Ela apresenta exercícios feitos em aula, como uma atividade baseada nas performances do artista francês Yves Klein (1928-1962).

    De shorts ou fraldas, as crianças tiveram os corpos pintados e, depois, imprimiram movimentos em uma grande superfície de papel.

    Outra atividade relatada na obra são desenhos dos contornos dos corpos dos alunos.

    Ana Amália conta que o trabalho surgiu de sua experiência, quando o seu médico, Ayres Teixeira, a fez ficar de pé, amarrada a uma cama, diante do espelho para que se visse por inteiro.

    “Me deu um clic. Eu tinha que estimular as percepções sensorial, corporal e espacial das crianças. Elas precisam ter domínio do próprio corpo, apesar de ele ser manipulado pelos outros. É o princípio da autonomia”, escreve.

    Para a professora Regina Stela Machado, orientadora de Ana, a obra tem “importância incontestável” para a área do ensino, em especial de crianças com necessidades especiais.

    “Crianças com paralisia cerebral sofrem não apenas as limitações impostas pela doença. São vítimas de ‘privação cultural’, fruto da ignorância, do despreparo, do descaso e do preconceito que povoam ações educativas.”

    Fazer com que a criança se situe socialmente, rompendo qualquer limitação física, é um dos propósitos da autora.

    “É muito difícil determinar a amplitude da capacidade de aprender de crianças que nasceram com paralisia cerebral. O sistema escolar tende a rejeitá-las ou abandoná-las na sala de aula”, relata Ana.

    Na experiência, Ana alternou atividades simples, como colocar cores no papel, com outras mais complexas, como visitas a espaços culturais. “Queria garantir o mínimo e ousar o máximo.”

    Há dois meses, a pressão arterial de Ana está baixa. Mesmo debilitada, ela não falta às aulas do pós-doutorado na Unesp (Universidade Estadual Paulista), que frequenta com ajuda do amigo Moacyr Simplício, espécie de tradutor e “anjo da guarda”.

    Pergunto se ela gostou do resultado do livro. “Sim, ficou como eu queria”, responde com os olhos. Algo mais? “Sem o Moa [Moacyr], não teria conseguido.”


  • Para historiador, tecnologia mudou mais a sociedade do que a política

    http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/06/1640039-para-historiador-tecnologia-mudou-mais-a-sociedade-do-que-a-politica.shtml

     

     

    Esqueça a batalha de Waterloo ou a Revolução Constitucionalista. Há quem dê mais importância para a maneira como os acontecimentos tecnológicos mudaram a sociedade –mesmo que, nas escolas, eles não sejam tão valorizados, em detrimento de acontecimentos políticos.

    “Como Chegamos Até Aqui” (editora Zahar), livro do historiador da tecnologia americano Steven Johnson que chega agora às livrarias, vai por esse caminho.

    Veja o caso do vidro. O aprimoramento do seu processo de produção, por volta do século 13, especialmente em Veneza, permitiu a invenção das lentes –e, assim, dos óculos.

    National Archives Catalog
    Mulheres entregam gelo, usado para refrescar casas, durante a Primeira Guerra, nos EUA
    Mulheres entregam gelo, usado para refrescar casas, durante a Primeira Guerra, nos EUA

    As lentes permitiram ainda os microscópios, que permitiram vacinas, antibióticos e todo tipo de desenvolvimento da medicina, com os impactos demográficos que isso proporcionou. (Isso sem falar no telescópio, que revolucionou nosso conhecimento do Universo.)

    Fernando Mola/Folhapress

    Por fim, a fibra de vidro, além do material que reveste os aviões, permitiu a internet e a comunicação global.

    Tão interessante quanto é a história das geladeiras e ar-condicionados. Johnson conta a história de um navio que aportou no Rio de Janeiro em 1834 trazendo no seu porão um pedaço de um lago congelado dos EUA.
    Embora o negócio tenha demorado um pouco para emplacar, com o passar das décadas surgiu, ainda no século 19, um fabuloso mercado internacional de gelo.

    Em um mundo sem máquinas de gelo ou refrigeração artificial, o negócio da distribuição de gelo possibilitou o transporte de carne sem apodrecimentos, permitindo a expansão da pecuária para lugares distantes.

    A refrigeração possibilitou ainda que os humanos ocupassem regiões mais quentes, mudando a geografia dos países. Quando veio a geladeira, por fim, revolucionou-se a alimentação doméstica.

    O livro de Johnson lembra a obra “Em Casa – Uma breve história da vida doméstica”, do jornalista Bill Bryson, autor do festejado “Breve história de quase tudo”, ambos publicados no Brasil pela Companhia das Letras.

    Algumas das histórias contadas são até repetidas, e o livro de Bryson é mais completo e divertido.

    Johnson cita, no seu livro, o filósofo Manuel de Landa, que propõe um exercício: imaginar que um robô fosse escrever a história humana.

    Do ponto de vista do robô, coisas que estudamos na escola como a Carta Magna ou a queda do Império Romano “seriam notas de rodapé”. Os divisores seriam os marcos tecnológicos. Talvez nós humanos supervalorizemos um pouco a política.

    “Se uma lâmpada pudesse escrever a história dos últimos trezentos anos”, afirma Johnson, essa seria uma história de “empenho na busca da luz artificial, de batalha contra a escuridão”. Ou de como os humanos iluminaram tanto a Terra que a luz artificial das cidades pode hoje ser vista até do espaço.

    *

    COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI
    AUTOR STEVEN JOHNSON
    EDITORA ZAHAR (236 PÁGS.)


  • Escolas receberão orientações para atendimento aos ciganos

    http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21352

     

    Os sistemas de ensino brasileiros receberão orientações para o atendimento às populações ciganas, entre as quais a de assegurar a matrícula em qualquer época do ano. O instrumento Ciganos – Documento Orientador para os Sistemas de Ensino, elaborado em atenção à Resolução CNE/CEB nº 3/2012, que institui as diretrizes para o atendimento de educação escolar às populações em situação de itinerância, foi lançado nesta sexta-feira, 29, em Brasília, como parte da celebração do Dia Nacional dos Ciganos.

    O documento foi elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação. Na abertura do dia comemorativo, o Secretário Paulo Gabriel Soledade Nacif apresentou o documento, fruto do trabalho do GT-Ciganos, grupo formado para acompanhar a implantação da resolução.

    A intenção é dar unidade aos procedimentos dos sistemas de ensino brasileiros especificamente em relação ao atendimento escolar às populações ciganas. A garantia de escolarização para crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos ciganos nos municípios do Brasil, bem como as condições de sua permanência na escola, é tarefa de que os órgãos públicos de ensino não podem abrir mão, afirma o texto de apresentação do documento.

    “É um desafio, existe grande número de analfabetos entre as populações ciganas. Eles não têm obrigação de estudar, mas o Estado tem obrigação de oferecer educação para todos”, afirmou Maria Auxiliadora Lopes, coordenadora-geral de relações étnico-raciais da Secadi.

    O grupo de trabalho que elaborou as orientações foi composto por representantes da Associação Internacional Maylê Sara Kalí (AMSK/Brasil), União Cigana do Brasil no Estado de São Paulo, Associação de Preservação da Cultura Cigana no Paraná (Apreci/PR) e das etnias lovaro, calon, rom boyasha e matchwaia. Dos órgãos do Poder Executivo, participaram a Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SNDH), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Ministério da Cultura (MinC).

    Além da entrega do documento, a celebração do Dia Nacional dos Ciganos teve uma extensa programação, que incluiu a palestra Desafios e acompanhamento da implementação do documento, proferida por Lucimara Cavalcante, membro do GT-Cigano, debates e uma apresentação das boas práticas de educação para a população cigana.