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SABERES INDÍGENAS
Em Manaus e São Gabriel da Cachoeira (AM) e em Belém (PA), 460 professores indígenas que lecionam nos anos iniciais do ensino fundamental concluem, este ano, curso de aperfeiçoamento da ação Saberes Indígenas na Escola, coordenado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em rede com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) e com a Universidade Estadual do Pará (Uepa).
A ação Saberes Indígenas na Escola é uma iniciativa do Ministério da Educação para oferecer a esses professores formação bilíngue ou multilíngue em letramento e numeramento em línguas indígenas e em português, conhecimentos e artes verbais indígenas. O curso, presencial, é ministrado por instituições públicas de educação superior em parceria com estados e municípios. Este ano, no país, 2.201 professores indígenas estão em formação. Das 24 instituições que constituem a rede Saberes, 19 já começaram as atividades.
De acordo com o professor Gersen Baniwa, que coordena a rede formada pelas duas universidades e pelo instituto federal, o curso teve início em diferentes datas, em fevereiro e março últimos. São 240 horas de duração, com conclusão prevista para dezembro. Na região Norte, segundo Baniwa, a formação considera como primeira língua a materna. O português é a segunda. “Temos um panorama rico e complexo ao mesmo tempo, especialmente nas áreas de fronteira, onde predomina o multilinguismo”, afirmou.
Na avaliação do coordenador, a formação de professores indígenas é uma atividade minuciosa, em classe e extraclasse e também na elaboração de materiais didáticos. Esse foi o motivo do aumento da carga horária do curso, de 180 para 240 horas. É também, de acordo com Baniwa, “uma incrível oportunidade de colocar em prática as leis e normas que determinam a valorização das línguas maternas”.
Para as instituições públicas de educação superior que integram a rede, é uma forma de constituir quadros de professores e pesquisadores com experiência, capazes de dar continuidade ao processo de qualificação. Baniwa salienta que, no Amazonas, 2,6 mil professores indígenas lecionam nos anos iniciais do ensino fundamental e são candidatos potenciais à formação Saberes.
Rede — A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) coordena a rede de instituições públicas de educação superior que promove a formação de professores indígenas nas regiões Sudeste e Sul e nos estados nortistas de Roraima e Amapá. A rede é composta pelas universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Santa Catarina (UFSC) e do Espírito Santo (UFES), além da UFMG, e as estaduais de Maringá (UEM), do Rio de Janeiro (Uerj) e de São Paulo (USP).
Segundo a coordenadora da rede, Ana Maria Gomes, do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação da UFMG, estão em formação 550 professores indígenas, de nove etnias. Eles são atendidos por 87 professores das universidades da rede, além de coordenadores e orientadores de estudos vinculados a secretarias estaduais e municipais de educação. O curso é presencial, de 180 horas, ministrado em oficinas das universidades, quando é exigido o uso de equipamentos e laboratórios; nas aldeias em que os professores lecionam e em encontros regionais. As universidades deram início aos cursos entre dezembro de 2013 e março último.
Ana Maria destaca a diversidade linguística dos povos atendidos na rede. Em Minas Gerais, são os xacriabás, pataxós e maxacalis; no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, os caingangues; em Santa Catarina, os xoclengues; no Amapá, os oiampis; em Roraima, os ianomâmis e iecuanas; do litoral do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, os guaranis.
De acordo com Ana Maria, a exemplo da região Norte, a maior parte dos professores que faz a formação continuada trabalha, como primeira língua, com as maternas. O português é a segunda. Entre as etnias atendidas pela rede, os caingangues e xoclengues praticam o bilinguismo. Os maxacalis são quase monolíngues, enquanto os guaranis usam a língua materna em todo o litoral brasileiro. Os outros povos têm o português como primeira língua, mas estão em processo de revitalização das línguas maternas, segundo Ana Maria. A coordenadora destaca que nos trabalhos de expressão oral é considerado também o “português indígena”, uma mistura de línguas.
Censo — O Censo Escolar realizado em 2013 registra 5.214 professores indígenas em atividade nos anos iniciais do ensino fundamental regular e nos anos iniciais da educação de jovens e adultos. Esses educadores são o objeto da ação Saberes Indígenas na Escola. O censo também contabiliza 126.665 estudantes indígenas matriculados nos anos iniciais do ensino fundamental regular e na educação de jovens e adultos.
A rede responsável pela formação dos professores indígenas dos anos iniciais é composta por 24 instituições, sob a coordenação das universidades federais do Amazonas, de Rondônia (Unir), de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Goiás (UFG), de Minas Gerais (UFMG) e do Rio Grande do Norte (UFRN); do Instituto Federal de Roraima (IFRR) e da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). São parceiras as secretarias estaduais e municipais de educação.
Os recursos para as atividades são do Ministério da Educação, repassados no formato de bolsas mensais. Nas universidades, o valor é de R$ 1,5 mil para o coordenador-geral da formação; R$, 1,4 mil para o coordenador adjunto; R$ 1,2 mil para o supervisor de formação; R$ 1 mil para o formador e R$ 765 para o orientador de estudos. A bolsa do coordenador vinculado à secretaria estadual ou municipal de educação é também de R$ 765. A do professor cursista, de R$ 200.
A ação Saberes Indígenas na Escola foi instituída em 30 de outubro de 2013 pela Portaria do MEC nº 1.061. Em 6 de dezembro do mesmo ano, a Portaria nº 98, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, regulamentou a ação e definiu diretrizes complementares. Em 12 de dezembro de 2013, a Resolução nº 54 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estabeleceu orientações e procedimentos para o pagamento das bolsas de estudo e pesquisa.
Ionice Lorenzoni
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20809
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UFSC – Comitê avalia melhoria da acessibilidade do Vestibular UFSC
O Comitê Gestor da Coordenadoria de Acessibilidade Educacional (CAE) se reuniu nesta quinta-feira, 18 de setembro, com a Presidência e a Coordenação Pedagógica da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), para avaliar estratégias de melhoria da acessibilidade do Vestibular da UFSC aos candidatos com deficiência.
Na ocasião, encaminharam-se ações relativas à capacitação dos fiscais que atuam com candidatos que requerem condições especiais, além do aprofundamento da análise dos pedidos realizados por estes. O objetivo é promover a isonomia no vestibular, favorecendo a equidade das pessoas com deficiência no acesso ao ensino superior. Essa parceria entre os dois setores ligados à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) representa um indicador do compromisso da UFSC com a inclusão social e com o acesso democrático ao conhecimento.
Mais informações: (48) 3721-4648
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Pesquisa busca mapear práticas juvenis na internet
O questionário da Pesquisa Nacional Jovem e Consumo Midiático em Tempos de Convergência está disponível para respostas até o dia 30 de setembro. Elaborado pela Rede Brasil Conectado, grupo formado por pesquisadores de universidades de todo o país, o estudo visa mapear o consumo dos meios de comunicação, com ênfase em plataformas digitais, e investigar as práticas, fluxos e rituais na internet de jovens entre 18 e 24 anos.
O questionário envolve perguntas sobre o uso de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos, visando comparar resultados das diferentes regiões, a fim de conhecer a diversidade brasileira.
A página do questionário estará disponível no endereço eletrônico da Rede Brasil Conectado: www.redebrasilconectado.com.br.
A Rede é coordenada pela professora Nilda Jacks, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e conta com equipes em 26 estados mais o Distrito Federal. A equipe catarinense é coordenada pela professora Maria José Baldessar (Jornalismo/UFSC) e pelo professor Giovani Pires (Educação Física/UFSC).
A pesquisa foi iniciada em 2012 e já mapeou as práticas de consumo cultural e midiático de jovens da classe C, bem como suas atividades no Facebook. O questionário que será lançado é a última etapa da investigação que pretende construir um mapa das relações entre os jovens e a mídia. Os resultados da pesquisa serão amplamente divulgados em 2015. Mais informações no site redebrasilconectado.wordpress.com.
http://noticias.ufsc.br/2014/09/pesquisa-busca-mapear-praticas-juvenis-na-internet/
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Seleção de projetos de formação continuada para Educação Básica da rede pública
O Comitê Gestor Institucional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais da Educação Básica da Universidade Federal de Santa Catarina (COMFOR/UFSC) comunica que até 6 de outubro de 2014 está aberta a chamada para a seleção de projetos de formação continuada de professores, profissionais e gestores para Educação Básica das redes públicas de ensino, a serem executados a partir de 2015, para os seguintes cursos:
Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC)
- Docência em Educação Infantil
- Programa Nacional Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)
- Formação Continuada de Professores do 4º ao 5º ano do Ensino Fundamental
- Formação Continuada de Professores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental
- Pró-Conselho
- Programa de Apoio aos Dirigentes Municipais de Educação (Pradime)
- Proinfo – Aluno Integrado
- Proposta Curricular e Metodologia na Educação Integral
- Pacto Nacional do Ensino Médio (PNEM)
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC)
- Escola que Protege: enfrentando a violência no ambiente escolar e promovendo direitos de crianças e adolescentes
- Juventudes, Sexualidades e Prevenção das DST/Aids
- Educação de Jovens e Adultos na Diversidade
- Educação Escolar Quilombola
- Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e Com-Vida
- Prevenção do Uso de Drogas para Educadores da Educação Básica
- Culturas e História dos Povos Indígenas
- Acessibilidade na Atividade Física Escolar
- Educação em Direitos Humanos
- O Ensino da Língua Brasileira de Sinais na Perspectiva da Educação Bilíngue
- Docência na Socioeducação
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Especialização em Educação, desigualdade e pobreza
O Curso de Especialização em Educação, Pobreza e Desigualdade Social – oferecido pelo Departamento de Estudos Especializados em Educação (EED) do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC – na modalidade a distância, abre as inscrições no dia 15 de setembro e seguem até 3 de outubro. A inscrição para as 400 vagas deve ser feita no site http://www.educacaopobrezaedesigualdadesocial.nute.ufsc.br/.
O curso é fruto de uma parceria entre a UFSC e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED/SC) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação de Santa Catarina (Undime/SC).
Público-Alvo
a) coordenadores estadual e municipais do Programa Bolsa-Família na Educação;
b) gestores (diretores) escolares de escolas que já informam a frequência escolar no Sistema Presença vinculado ao Programa Bolsa Família;
c) agentes educacionais (operadores escolares do Sistema Presença, designados pelo diretor da escola, e que também componham a equipe pedagógica) que trabalham com o Programa Bolsa-Família em escolas que já informam a frequência escolar no Sistema Presença vinculado ao Programa;
d) professores que atuam em escolas que já informam a frequência escolar no Sistema Presença vinculado ao Programa Bolsa-Família; e
e) coordenadores estaduais de saúde e de assistência social vinculados ao Programa Bolsa-Família.
Mais informações no Edital.
Site: http://www.educacaopobrezaedesigualdadesocial.nute.ufsc.br
E-mail:

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GUIA DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
O Guia de Tecnologias é composto pelas tecnologias pré-qualificadas em conjunto com as tecnologias desenvolvidas pelo MEC. Com essa publicação, o MEC visa a oferecer aos gestores educacionais uma ferramenta a mais que os auxilie na aquisição de materiais e tecnologias para uso nas escolas públicas brasileiras. Ele está organizado em cinco blocos de tecnologias:
- Gestão da Educação
- Ensino-Aprendizagem
- Formação de Profissionais da Educação
- Educação Inclusiva
- Portais Educacionais
Guia de Tecnologia Educacional 2013
Guia de Tecnologias 2011/2012
Guia de TecnologiasPalavras-chave: Guia de tecnologias, SEB, educação básica -
Curso de relações étnico-raciais atrai 800 profissionais em MT
Uma especialização semipresencial, de 420 horas e duração de 18 meses, em educação das relações étnico-raciais no contexto da educação de jovens e adultos atraiu 800 professores e técnicos da educação básica pública de Mato Grosso. Foram selecionados 200 concorrentes, dos quais 20% são servidores de secretarias municipais de educação.
A formação é ministrada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em polos de seis municípios do nordeste, sudeste, norte e centro-sul do estado. Iniciado em junho último, o curso será concluído em novembro de 2015. De acordo com a coordenadora da especialização, Maria Lúcia Rodrigues, a concorrência foi grande porque o tema desperta interesse entre os educadores. “Nossa lista de espera é grande. A expectativa é que o MEC autorize novas vagas ainda este ano”, afirma.
Os polos da UFMT estão em municípios pequenos, com população na faixa de 10 mil a 33 mil habitantes, como Água Boa, Arenápolis, Campo Verde, Colíder e Sapezal, além de Cuiabá, que tem 575,4 mil habitantes.
A professora Maria Lúcia, doutora em educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, salienta que o currículo construído pela UFMT permite aos educadores obter amplo e detalhado conhecimento da educação das relações étnico-raciais, com olhar especial para a educação de jovens e adultos.
Nos sete encontros presenciais e nas atividades a distância, os cursistas vão estudar a história do preconceito na escola, a educação de jovens e adultos e o mundo do trabalho, relações raciais na sociedade brasileira, identidade e cultura afro-brasileira. O currículo completo aborda 13 temas. “A história da África (tema central da especialização) faz grande sucesso entre os professores”, diz Maria Lúcia.
A construção do currículo partiu de dúvidas e perguntas feitas por educadores. Além de aproveitamento escolar, o cursista precisa, para obter o certificado, fazer trabalho de conclusão no qual explique como pretende aplicar os conteúdos aprendidos na sala de aula. A qualificação atende determinação da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira no currículo da educação básica pública e particular.
Panorama — Dados da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação mostram que 3.850 professores da educação básica pública ingressaram este ano em cursos de educação para as relações étnico-raciais pelo Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). A formação abrange especialização e aperfeiçoamento semipresenciais e, para educadores quilombolas, aperfeiçoamento presencial.
Os cursos são ministrados em dezenas de polos de 19 universidades e em três institutos federais de educação, ciência e tecnologia filiados à Universidade Aberta do Brasil (UAB) nas cinco regiões do país. Dos 3.850 cursistas, 1.110 fazem aperfeiçoamento semipresencial (180 a 300 horas). Outros 1.540, especialização semipresencial (na faixa de 420 horas). Além disso, 1,2 mil professores quilombolas estão em cursos presenciais de 200 horas. A coordenadora-geral de educação para as relações étnico-raciais da Secadi, Ilma Fátima de Jesus, explica que educadores quilombolas recebem formação presencial pela dificuldade de acesso à internet banda larga nas escolas onde trabalham.
Além dos ingressantes em cursos este ano, outros 500 professores, selecionados em 2013, ainda estão em fase de formação. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) desenvolve curso de extensão para 300 educadores do estado sobre ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), especialização em história e cultura afro-brasileira e africana, para 150 profissionais. A Universidade Federal do Piauí (UFPI), especialização sobre política de igualdade racial no ambiente escolar, para 50.
Ionice Lorenzoni
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20778:curso-de-relacoes-etnico-raciais-atrai-800-profissionais-em-mt&catid=204&Itemid=86
Palavras-chave: educação de jovens e adultos, relações étnico-raciais -
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – Federal do Ceará oferece curso de atendimento especializado
Ajudar a fortalecer a inclusão escolar no Brasil é uma das metas da Universidade Federal do Ceará (UFC). Neste sentido, a instituição oferece, em parceria com o Ministério da Educação, o curso de atendimento educacional especializado na perspectiva da educação inclusiva. A formação, gratuita, orienta o atendimento educacional especializado nas salas de recursos multifuncionais, em turno oposto ao das turmas comuns, e possibilita ao professor rever práticas diante de novos referenciais pedagógicos da inclusão.
“O aspecto inovador do curso é a metodologia oferecida; todo o processo de conhecimento é construído em colaboração com alunos, tutores, supervisores e coordenadores de conteúdo”, diz a coordenadora do curso, Rita Vieira de Figueiredo, professora da UFC. “Trabalhamos de forma a que cada cursista traga casos reais de seus municípios.”
De acordo com Rita, é elaborado estudo de caso com base no conhecimento teórico e, conforme a orientação dada, monta-se um plano de atendimento educacional especializado e de intervenção pedagógica, de acordo com a necessidade específica de cada aluno.
O Ministério da Educação orienta e apoia os sistemas de ensino para a implementação da política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. “Nesse sentido, a formação dos professores contribui para a mudança da concepção pedagógica e para a adoção de medidas que favoreçam a identificação e a eliminação das barreiras que possam impedir ou dificultar a aprendizagem das pessoas com deficiência”, afirma a diretora de políticas de educação especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Martinha Clarete.
Mercado — Aluna do curso em 2007 e tutora em 2013–2014, Eunice Horst salienta que o profissional com essa especialização tem mais chances de ser absorvido pelo mercado de trabalho. “Tenho a oportunidade de pôr em prática todos os conhecimentos adquiridos no curso, mais as vivências e os estudos”, disse. “Hoje, tenho certeza de estar mais experiente, pelos conhecimentos, pelos momentos gratificantes em constatar progressos e, com certeza, pelo amor que sinto pelos alunos.”
Eunice atende estudantes na faixa etária entre 6 e 10 anos, na sala de recursos multifuncionais da Escola Municipal de Santa Cruz, em Guarapuava, Paraná.
Prioridade — O curso de atendimento educacional especializado a distância tem carga de 448 horas. Desde 2007, capacitou mais de seis mil professores. As vagas são oferecidas por meio das secretarias municipais de educação ou redes estaduais de educação básica pública. O professor candidato à especialização deve comprovar graduação na área de educação ou em qualquer área de licenciatura. Têm prioridade aqueles que atuam em escolas públicas com matrículas, em classes comuns do ensino regular, de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) ou altas habilidades–superdotação (AHS).
A seleção é feita no início do ano, a partir da publicação de edital da Faculdade de Educação da UFC. Os profissionais interessados em fazer o curso devem acompanhar a abertura do edital na página da UFC na internet e procurar as secretarias de educação de suas cidades para encaminhar a documentação exigida.
Mylene Brum Oliveira
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20789
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O uso de tecnologia e pesquisa para reduzir as desigualdades
A utilização de tecnologias com foco na melhoria da educação no país foi um dos temas abordados durante o Seminário Internacional: Redução das desigualdades educacionais a partir de pesquisas de ponta, realizado nesta quinta-feira, 7, no auditório do Ministério da Educação.
“Estamos num momento histórico, em que cada vez mais os países têm sido pressionados a dar soluções rápidas, e é urgente criarmos perguntas novas para respostas novas”, afirmou o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Paulo Gandin. “E isso se aplica fundamentalmente na medição da qualidade da educação.”
O encontro fez parte da série Diálogos Internacionais, criado pela Assessoria Internacional do MEC, em parceria com a Fundação Lemann, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para a melhora da qualidade da educação pública no Brasil.
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce, reforçou a importância dos estudos sobre desigualdades. “Na educação básica estamos trabalhando com a universalização do atendimento a crianças de quatro e cinco anos, nos anos iniciais da educação, e ainda temos um desafio muito grande no ensino médio. Não só de qualidade, mas de manutenção dos jovens na escola, questão enfrentada também pelos Estados Unidos.”
O professor da Escola de Educação e do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Stanford, Paulo Blikstein, ressaltou que é preciso revisar a maneira de se medir o conhecimento para se compreender como a tecnologia contribui para a educação. “A natureza do processo de aprendizagem se altera com novos elementos na sala de aula”, explicou.
O professor afirmou ainda que é preciso definir com clareza as habilidades esperadas nos jovens do século 21, e para quais dessas habilidades a tecnologia é imprescindível. “As novas tecnologias podem oferecer novos pontos de entrada para o mundo do conhecimento”, concluiu.
O evento contou também com a participação do secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, do diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, além de de outros especialistas em educação brasileira do Centro Lemann.
Mylene Brum Oliveira
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I Simpósio Internacional de Tecnologia Assistiva

