Tecnologias Inclusivas e Inovação Social
  • Tecnologias Sustentáveis: A Energia que vem do lixo

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/543055-a-energia-que-vem-do-lixo

    ecnologia italiana chega ao Brasil por meio da Unicamp e pode mudar o tratamento de resíduos industriais

    A reportagem é de Felipe Rousseaux de Campos Mello, publicada pela revista CartaCapital, 27-05-2015.

    Hoje, 3% a 5% da matriz energética brasileira é gerada pela incineração do bagaço da cana de açúcar. A inciativa, positiva, poupa a energia gerada em hidrelétricas, por exemplo. A indústria, contudo, queima também resíduos como o enxofre e o cloro, emissores de grande quantidade de poluentes, como dioxinas e furanos, considerados cancerígenos.

    Esse quadro pode começar a mudar com os frutos da parceria fechada entre o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e a empresa brasileira Innova- Energias Renováveis. O convênio com a Universidade Estadual de Campinas consiste na implementação de um laboratório de pesquisa, já em funcionamento no parque científico, para o aprimoramento e a adequação da tecnologia italiana à realidade brasileira.

    O resultado pode mudar a forma de lidar com o processamento de lixo urbano e a geração de energia elétrica.

    Na Europa a tecnologia da Innova é conhecida como RH2INO, foi desenvolvida Main Engineering Srl e trata-se de um processo oposto ao da incineração. Ele decompõe os resíduos mais complicados sem utilizar oxigênio, ou seja, sem queimá-los. Assim, não há emissão de poluentes. O processo recebe o nome de pirólise lenta e é realizado em um tambor rotativo. O gás obtido no reator passa por um sistema de limpeza e purificação afim de remover resíduos nocivos, como o ácido clorídrico e sulfídrico, que porventura tenham surgido durante o processo.

    Ao final, resta um gás que, a temperatura ambiente, é tão limpo quanto o gás natural. Deste produto, 70% vai para ageração de energia elétrica e os 30% restantes são reutilizados no processo, para reaproveitar mais material que seria incinerado. Outra utilidade importante do processo criado pelos italianos é a geração de vapor, também este podendo ser utilizado como um auxiliar na produção de energia térmica.

    Além disso, o material sólido resultante do processamento de determinados resíduos pode ser transformado em produtos de uso agrícola (adubo) e industrial (carvão ativado).

    Segundo o diretor da Innova, Fernando Reichert, 32 anos, formado em física na Unicamp e em engenharia de energia na Itália, o Brasil está 30 anos atrasado –“as usinas europeias já utilizam este tipo de tecnologia desde 1982”. E complementa: “O RH2INO é um gás muito flexível, limpo e sustentável. Pode ser gerado a partir do tratamento de lixourbano, hospitalar e industrial, medicamentos vencidos e resíduos de couro, entre outros”.

    E o objetivo do trabalho do laboratório do Parque Científico e Tecnológico é justamente trazer esta tecnologia para a realidade da indústria nacional, ou seja, utilizar a parceria firmada para desenvolver aplicações desta tecnologia visando a demanda brasileira.

    O trabalho está apenas começando, e hoje nenhuma indústria do País utiliza-se desse sistema de decomposição e tratamento de resíduos. Para tentar resolver esta situação na prática, a Unicamp está oferecendo a empresas como a Goodyear, a International Paper e a Ajinomoto uma assessoria para a possibilidade de trabalhar com a Innova como uma alternativa ao gás natural, este um combustível fóssil não renovável, de alto custo e bastante utilizado pelas indústrias no Brasil.

    Ainda há de se aguardar os primeiros resultados, mas uma nova forma de tratar resíduos industriais no Brasil pode estar a caminho.


  • “Atlas da Exclusão Social no Brasil” aponta que democracia é fator de inclusão

    http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/2015-04-02/atlas-da-exclusao-social-no-brasil-aponta-que-democracia-e-fator-de-inclusao.html

    ão Paulo – Chegou às livrarias o segundo volume do “Atlas da Exclusão Social no Brasil”, organizado pelos economistas Alexandre Guerra e Marcio Pochmann e o geógrafo Ronnie Aldrin Silva. Baseado nos dados dos Censos Demográficos do IBGE, dos anos de 2000 e de 2010, o livro analisa o fenômeno da retração da exclusão social do na primeira década do Século XXI. Escrito por uma equipe multidisciplinar formada por cinco autores — o sociólogo André G. Campos; o jornalista Daniel Castro; e os economistas Marcos Paulo Oliveira, Ricardo L. C. Amorim e Rodrigo Coelho — a publicação observa a evolução de seis indicadores sociais para dimensionar a melhoria na qualidade de vida da população brasileira.

    “Esta é a segunda vez que estamos produzindo uma análise a respeito do Brasil de acordo com esse índice de exclusão social. Estávamos preocupados com uma abordagem mais ampla da questão social. Esta análise decenal nos permitiu reconhecer avanços significativos, embora o Brasil ainda tenha indicadores de exclusão muito fortes. Temos muito desafios para enfrentar até garantir um padrão de vida digna para todos”, descreve Marcio Pochmann, ex-presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e que atualmente é presidente da Fundação Perseu Abramo, do PT.

    De acordo com o economista, a melhoria generalizada dos indicadores sociais de pobreza, emprego, desigualdade, alfabetização, e escolaridade está relacionada a três fatores: democracia, crescimento econômico e distribuição de renda. “A democracia tem se mostrado fundamental para fazer com que as ações de políticas públicas tenham conexão mais direta com a população, especialmente com aqueles que detêm a maior quantidade de votos, que no caso brasileiro, são os mais pobres. Além disso, o país voltou a crescer, passando a ter o que distribuir”, argumenta.

    Pochmann diz que nos anos 60 e 70 o Brasil manteve um ritmo de crescimento econômico muito superior ao que foi registrado nos anos 2000, no entanto, o país vivia num regime militar, sem democracia, e o resultado da política econômica era muito favorável aos já beneficiados pelo modelo econômico. “Ou seja, tínhamos um crescimento, sem democracia, sem políticas de distribuição de renda, o que resultou numa falta de enfrentamento da exclusão social. Já nos anos 80 e 90, tivemos a retomada da democracia, mas não tivemos crescimento econômico e, portanto, não tivemos o que distribuir”, diz.

    O ex-presidente do Ipea relembra que, nos anos 2000, além da distribuição de renda, possibilitada pelo crescimento econômico, houve ainda a expansão do emprego, aliada à valorização do salário mínimo e à ampliação dos programas de transferência de renda, que ganham importância ao ter seus valores e número de beneficiários ampliados.

    Contudo, o segundo volume do “Atlas da Exclusão” aponta que as desigualdades regionais ainda persistem. Tanto que as ofertas de emprego são maiores nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Essa diferença regional é uma marca brasileira que se expressa de maneira inequívoca por causa dos ciclos econômicos, muito concentradores, como o ciclo do açúcar em Pernambuco; o ciclo do ouro, em Minas ; e do café, em São Paulo”, diz Pochmann. “A superação dessa realidade vai demorar, porque vivemos um processo de desindustrialização nas regiões mais importantes do país. Precisamos constituir uma política nacional de desenvolvimento regional, identificando as vocações locais, potencializando os investimentos”, defende.

    O economista ressalta que, apesar da redução da exclusão social, houve um aumento da violência para as regiões urbanas. “Há um deslocamento da violência bruta da sociedade agrária para as regiões urbanas. Há sinais de intolerância no modo de vida das grandes cidades”.

    O atlas revela ainda que a expansão do emprego foi alavancada sobretudo pelo setor de serviços e que houve uma redução do analfabetismo, assim como aumento da escolaridade. “Temos hoje um analfabetismo residual, entre os segmentos populacionais de mais idade, que vai se extinguir naturalmente, com a morte dessas pessoas, e não por força de políticas publicas. Conseguimos universalizar o acesso à educação, mas precisamos promover um avanço qualitativo daqui para frente, para enfrentar o chamado analfabetismo funcional”, diz.

    Segundo Pochmann, para que a desigualdade continue caindo, é necessário que o Brasil volte a crescer e, assim, se promova o avanço na redistribuição de renda: “É necessário arrecadar mais dos ricos e menos dos pobres para distribuir a renda recolhida de uma forma inversamente proporcional em relação a quem colaborou”.

     

    http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/05/entenda-as-razoes-que-fazem-de-sc-o-estado-mais-igualitario-do-brasil-4752271.html


  • Ambiente de Acessibilidade Informacional exibe filme com audiodescrição

    A oitava edição do “Café com Tato” exibiu o curta metragem A Pandorga e o Peixe, com audiodescrição, no auditório Elke Hering da Biblioteca Universitária (BU/UFSC), na terça-feira, 14 de abril. O evento contou com a presença de pessoas com deficiência visual e com um dos diretores do documentário, o artista visual Ivan de Sá Pereira.

    Clarissa Agostini, audiodescritora e uma das organizadoras do evento, queria exibir um filme que tratasse de alguma temática de Florianópolis. Por indicação da sua irmã Clarissa, conheceu A Pandorga e o Peixe e decidiu exibi-lo, já que o curta tem como tema a tradição de pesca com pandorga praticada por pescadores da praia do Campeche.

    Ivan de Sá Pereira participou da exibição. Foto: Henrique Almeida/Fotógrafo da Agecom/DGC/UFSC

    O curta foi produzido de maio a junho de 2014 e recebeu três prêmios, entre eles a categoria de melhor documentário no Festival de Carajás.

    O “Café com Tato” surgiu em 2012 e é promovido pelo Ambiente de Acessibilidade Informacional (AAI). O principal objetivo é promover a integração e o convívio social entre os envolvidos com a acessibilidade, reunir pessoas com deficiência visual, atender a demanda desses alunos e aprimorar os serviços relacionados ao AAI.

    Mais informações sobre o AAI: https://www.facebook.com/pages/AAI-Ambiente-de-Acessibilidade-Informacional/663907246986924?fref=ts

    Débora Nazário/Estagiária de Jornalismo da Agecom/DGC/UFSC


  • Curso de Especialização Especialização em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (modalidade a distância) – UFSC

    O Curso de Especialização em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (modalidade a distância), oferecido pelo Departamento de Estudos Especializados em Educação, do Centro de Ciências da Educação (CED), reabre inscrições para o preenchimento de vagas remanescentes. As inscrições iniciam nesta segunda-feira, 13 de abril, e seguem abertas até 4 de maio.

    Mais informações: http://epds.nute.ufsc.br/


  • Atividade do Observatório de Tecnologias Inclusivas – Mostra de Cinema e Direitos Humanos

    9° Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul.

    http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/democratizando/

    O Campus Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina foi selecionado pela  Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República através do Projeto Democratizando, como ponto de exibição para a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul de 2015. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os filmes elaborados pela produção da Mostra que buscam suscitar o debate sobre os Direitos Humanos em âmbito nacional. As exibições acontecerão no auditório da Unidade Jardim das Avenidas do Campus Araranguá/UFSC, com acesso gratuito para toda a comunidade universitária e da região e também em escolas, associações e instituições que se interessarem pelo projeto. Os filmes são em formato digital e  possuem temáticas relacionadas aos direitos humanos, inclusão social e multiculturalismo, com tecnologias visando a acessibilidade, com a opção de utilização de closed-caption e audio-descrição, além de legendas para cinco idiomas: árabe, espanhol, inglês, francês e mandarim. Os filmes são:

    1. A Vizinhança do Tigre – Affonso Uchoa, 95′; (temática: população negra, periferia, violência).
    2. Cabra Marcado pra Morrer – Eduardo Coutinho, 119′; (temática: memória e verdade, segurança pública e direitos humanos,  democracia).
    3. Pelas Janelas – Carol Perdigão, Guilherme Farkas, Sofia Maldonado e Will Domingos, 35′; (temática: educação, direitos humanos, escola).
    4. Que Bom te Ver Viva – Lúcia Murat, 95′; (temática: mulheres, democracia e direitos humanos).
    5. Rio Cigano – Júlia Zakia, 80′; (Temática: mulher, infância).
    6. Sophia – Kennel Rógis, 15′; (Temática: pessoa com deficiência auditiva, infância)
    A programação é a seguinte e também está em anexo:

    Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)

    Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Araranguá/SC

    9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul

    Sinopse dos filmes em:  http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/democratizando/

    Ponto de exibição selecionado:

    Campus UFSC –  Araranguá/SC

    Unidade Jardim das Avenidas (UNISUL)

    Auditório

    26/03/2015

    Quinta

    27/03/2015

    Sexta

    28/03/2015

    Sábado

     

    Horário  
    10:00 horas Pelas Janelas, 35′

     

    Rio Cigano, 80′

    Que Bom te Ver Viva , 95′ Sophia, 15′

     

    A Vizinhança do Tigre –  95′

    14:00 horas Que Bom te Ver Viva , 95′ Sophia, 15′

     

    A Vizinhança do Tigre –  95

     

    Cabra Marcado pra Morrer –  119′
    16:00 horas Sophia, 15′

     

    A Vizinhança do Tigre –  95′

    Cabra Marcado pra Morrer, 119′ Pelas Janelas, 35′

     

    Rio Cigano, 80′

    19:15 horas Cabra Marcado pra Morrer ,  119′ Pelas Janelas, 35′

     

    Rio Cigano, 80′

    Que Bom te Ver Viva , 95′

     Evento Gratuito – Aberto a comunidade em geral.  

    Os participantes receberão certificado de atividades complementares: 02 horas cada sessão.

    Contato: posticsenasp@contato.ufsc.br – Fone: (48) 3721-6250 (14:00 às 18:00)

    Coordenador da Atividade: Prof. Giovani Lunardi – giovani.lunardi@ufsc.br

    Recursos: closed caption/áudio-descrição/Legenda em 05 idiomas (árabe, inglês, Francês, espanhol e mandarim)


  • Tecnologias Educacionais: Escolas do SESI mudam currículo para preparar jovens para o trabalho

    http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2013/11/1,28332/escolas-do-sesi-mudam-curriculo-para-preparar-jovens-para-o-trabalho.html

     

    http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2013/11/1,28370/nova-forma-de-ensino-da-matematica-amplia-compreensao-e-raciocinio-logico.html

    Para defender a terra de uma chuva de meteoritos, cientistas precisam calcular trajetórias de mísseis para destruir a ameaça ao nosso planeta. Esse roteiro, base de inspiração de muitos filmes de sucesso em todo o mundo, é também um game desenvolvido para ensinar matemática. No jogo, é preciso colocar em prática os conhecimentos sobre equações lineares, quadráticas ou cúbicas, entre tantos outros.

    A metodologia inovadora é um dos recursos utilizados pelo SESI Matemática, projeto desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (SESI) do Rio de Janeiro em 2012 e que deve chegar a todas as escolas da instituição do país. Essa é apenas uma das ações previstas pelo programa Escola SESI para o Mundo do Trabalho, que pretende transformar a maneira de ensinar.

    As mudanças previstas pelo programa começam já em 2014. Os alunos do primeiro ano do ensino médio começarão o ano com um novo currículo escolar que contemplará disciplinas de atualidades, projetos de aprendizagem, oficinas tecnológicas e ciências aplicadas. Elas serão trabalhadas dentro de cada uma das outras disciplinas tradicionais, como Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia Física e Química. A ideia é escolher um assunto da semana, por exemplo, e estudá-lo sob todas as óticas dessas disciplinas.

    Nas oficinas tecnológicas, por exemplo, serão desenvolvidas atividades de realidade aumentada com objetos em 3D, robótica e elaboração de games para estimular o aprendizado.

    Escola Sesi para o mundo do trabalho

    “Cada nova tecnologia que surge enxuga os empregos com repetição braçal” – Luiz Carlos Menezes

    CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES – Com a adoção do programa, as aulas ficarão mais práticas, para que o estudante entenda o porquê de estudar aqueles assuntos.  Para isso, mais de 200 diretores e 1.800 professores das escolas do SESI de todo o Brasil já estão sendo capacitados. As mudanças chegarão, posteriormente, aos demais anos do ensino médio e, ainda, o ensino fundamental.

    O comprometimento do SESI será em fazer com que os alunos sejam capazes de aprender novas habilidades e assimilar conceitos do dia a dia. A formação desses jovens será direcionada para torna-los capazes de avaliar situações e tomar decisões.

    “Temos 68% de analfabetos funcionais no Brasil e 38% dos alunos que ingressam em nossas universidades são analfabetos funcionais. Queremos mudar essa realidade”, diz o diretor de operações do SESI, Marcos Tadeu de Siqueira, citando estudo do Instituto Paulo Montenegro e da ONG Ação Educativa, de 2012. De acordo com Siqueira, o SESI pretende ser referência para todas as escolas brasileiras com as novas implementações na metodologia de ensino.

    NOVA FORMA DE PENSAR
     – “O programa Escola SESI para o Mundo do Trabalho requer mudanças que alteram a concepção de educação e, por isso, exige um novo modo de pensar, agir e de relacionamento interpessoal”, afirma o gerente executivo de educação básica do SESI, Henrique Pinto dos Santos.

    Mesmo com uma educação reconhecida por sua qualidade, o SESI quer inovar para se adaptar à nova realidade. “Cada nova tecnologia que surge enxuga os empregos com repetição braçal. Quem entra na escola agora, tem a idade das redes sociais. Quem sai da escola hoje, tem a idade da internet. Preparar para um mercado que ainda não conhecemos, esse é o nosso desafio”, diz o professor da Universidade de São Paulo (USP), Luiz Carlos Menezes, palestrante do lançamento do programa, em Brasília.

    Em sua palestra, ele ressaltou a importância de estimular a inovação. “Nós não precisamos mais de gente que sabe fazer a mesma coisa, já temos o computador pra isso. Precisamos de gente que julga, que avalia, que inova, que inventa e que de fato domina a linguagem”, pondera.

    Por Aerton Guimarães
    Fotos: José Paulo Lacerda
    Do Portal da Indústria

    LEIA TAMBÉM:
    12.11.2013 – 
    Nova forma de ensino da matemática amplia compreensão e raciocínio lógico


  • Por que a tecnologia não mudou a educação: porque o sistema é o mesmo

    http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/01/23/por-que-a-tecnologia-nao-mudou-a-educacao-porque-o-sistema-e-o-mesmo.htm

    A educação não vai bem — isso todo mundo sabe por estatística ou por experiência própria. O que intriga muita gente é por que a situação não melhora com toda a tecnologia disponível.

    Para o trio da Santo Caos, uma “consultoria de engajamento” de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é o mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.

    Usando um método de pesquisa chamado “bola de neve”, em que um entrevistado indica o próximo, os publicitários fizeram um documentário de 30 minutos que pretende esclarecer a questão com o título “Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não mudou a educação”.

    http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/do-giz-ao-tablet-por-que-a-tecnologia-nao-revolucionou-a-educacao-04028C183970D0995326?types=A&

    Derrubando paredes

    “É preciso haver uma remodelagem da escola”, afirma Guilheme Françolin, 25, que buscou as respostas em companhia dos sócios Jean Soldatelli, 25, e Daniel Santa Cruz, 25. Ele cita a escola municipal Amorim Lima, que derrubou as paredes das salas de aula e estabeleceu roteiros de estudos para os alunos, flexibilizando a aula.

    Segundo ele, a escola de hoje não atende mais as necessidades do mercado de trabalho que os filhos da geração Y (nascidos nos anos 1980) terão que enfrentar. “Temos que mudar isso de um cara no tablado, um professor que só transmite os conhecimentos.”

    A mudança, indica o jovem publicitário, estaria na maneira de organizar o tempo e as verbas da escola. Como exemplos ele aponta a construção de conhecimento em rede como nas plataformas wiki ou a personalização das experiências de cada aluno.

    Ele faz uma analogia tecnológica para explicar seu ponto: “a gente viu que precisava mesmo era de uma plataforma de código aberto”. Ou seja, com liberdade e espaço para soluções particulares surgirem, mas com um objetivo comum de ensinar o mesmo para os alunos.

    Além do conteúdo, Françolin acha que a escola precisa desenvolver competências nos aluno, as novas chaves para o sucesso.


  • INCT lança Dicionário de Avaliação de Tecnologia em Saúde

    INCT lança Dicionário de Avaliação de Tecnologia em Saúde para download

    Foi pelo entendimento de que Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é um jovem segmento entre as diversas áreas das Ciências da Saúde, que o Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS) concebeu a ideia de elaborar um Dicionário de ATS para o Brasil www.iats.com.br/dicionario.pdf). O trabalho de construção desta obra inovadora, segundo a médica pesquisadora Luciane Nascimento Cruz, considerou a importância do conjunto de termologias e conceitos mais utilizados no estudo, na leitura, na interpretação e na aplicação de conhecimentos gerados em pesquisas científicas sobre ATS, cujo impacto e alcance ampliaram-se significativamente na última década, no Brasil.

    Os “verbetes” contidos no dicionário são oriundos de literatura científica e, alguns deles, da adaptação da Língua Inglesa para a Língua Portuguesa, além de palavras que são comuns às lides das ciências da Saúde, Econômicas e Sociais. “Parte dos termos e conceitos de ATS ainda são desconhecidos por muitos profissionais da saúde, gestores e até mesmo pesquisadores menos familiarizados com as rotinas e atividades relacionadas com ATS (Health Tecnology Assessment, em Língua Inglesa). Por isso, propusemos o desafio de tornar ATS mais acessível através desta publicação que está sendo lançada em conjunto com esta edição especial da IATS News”, explica Luciane Cruz.

    Na essência, segundo ela, a iniciativa tem como objetivo compartilhar e dar ressonância ao desenvolvimento científico da última década. “E, possivelmente, contribuir para o trabalho de quem representa o real foco de todo o esforço empreendido no campo da ciência, que é transformar o saber em ferramentas práticas para o aprimoramento da assistência em saúde da população brasileira”, define.

    Co-autor do dicionário, o pesquisador do IATS, Sandro René, destaca que no dicionário composto por 181 verbetes o leitor encontrará mais do que apenas simples descrição de significado das palavras. “O Dicionário de ATS vai um pouco além da ideia convencional de uma publicação dessa natureza, trazendo significado das palavras e uma breve explicação contextual, envolvendo conceito do termo e buscando promover o entendimento sobre sua utilidade e aplicação na atividade de pesquisa e na escrita científica, através de sínteses explicativas e até algumas ilustrações gráficas”, afirma.

    Entre os termos, o leitor do Dicionário de ATS irá encontrar a palavra “Metanálise”, uma das mais utilizadas por quem atua em ATS, cujo significado é “revisão sistemática na qual ocorre uma análise estatística que combina e integra os resultados de estudos independentes, com o objetivo de extrair uma medida sumária do efeito analisado. A metanálise possibilita resolver incertezas quando os estudos disponíveis são discordantes, melhorar a estimativa do tamanho do efeito e incrementar o poder estatístico para os pacientes em geral e subgrupos”.

    Coordenação de Comunicação Social
    Com informações do IATS

    http://cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/2382797


  • ONG lança portal com informações para imigrantes haitianos no Brasil

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/538965-ong-lanca-portal-com-informacoes-para-imigrantes-haitianos-no-brasil

    Um portal em quatro idiomas, lançado ontem (12), promete facilitar a vida dos cerca de 50 mil imigrantes haitianos que entraram no Brasil após o terremoto que arrasou parte do país em 2010. A estimativa do número de imigrantes é do embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Chérubin, que participou da solenidade de lançamento do site.

    A reportagem é de Vladimir Platonow, publicada pela Agência Brasil – EBC, 13-01-2015.

    Idealizado pela organização não governamental (ONG) Viva Rio, o serviço traz dicas práticas sobre como requisitar documentos e também ofertas de vagas de emprego e cursos. Chérubin classificou a iniciativa como uma forma de integrar a comunidade haitiana que hoje vive no país.

    “Este site vai ajudar muito. A embaixada estava procurando um meio para manter contato direto com os haitianos, porque o Brasil é um país grande, quase um continente. Temos cerca de 50 mil haitianos espalhados no território e não tem como realmente manter um contato sem desenvolver um projeto como este”, ressaltou o embaixador.

    O portal também tem uma rádio, via internet, com músicas haitianas e entrevistas de interesse da comunidade do país caribenho no Brasil. O locutor é o haitiano Robert Montinard, conhecido pelo nome artístico de Bob. Ele apresenta toda semana o programa Voz do Haiti na Rádio Viva Rio.

    Bob diz que já se sente brasileiro e que não quer retornar ao Haiti, nem tanto pelas dificuldades financeiras, mas principalmente pelos traumas psicológicos que o terremoto lhe causou. “Não é por causa da economia. É mais pela questão geográfica. Quero ficar em um lugar onde não vá acontecer um terremoto, para dar segurança a minha família. Quando a terra tremeu, eu estava em casa. Ela ficou destruída, meu pé quebrou e um grande amigo da família morreu. Ficou tudo gravado em minha cabeça”, lembrou ele.

    Às sextas-feiras, a rádio haitiana vai transmitir o programa Gringo no Rio, com um estrangeiro convidado para falar sobre a sua experiência no Brasil e sua cultura. Aos sábados, será vez de Hit Konpa, totalmente dedicada ao Haiti, sobre cultura, música e gastronomia. No fim de semana, também será apresentado o Domingo With God, sobre tolerância religiosa. O endereço do portal é www.haitiaqui.com. As informações são apresentadas em português, inglês, francês e creole, idioma local do Haiti.


  • A cúpula de Lima dará um empurrão nas tecnologias verdes?

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/538206-a-cupula-de-lima-dara-um-empurrao-nas-tecnologias-verdes

     

    O caminho para a economia verde está cheio de recompensas e riscos, e os responsáveis políticos devem tratar de equilibrá-lo para que prospere a transição para as fontes de energia baixas em carbono, afirmam especialistas climáticos que participam da cúpula do clima na capital peruana. “Creio que o importante é que na maioria desses processos haverá ganhadores e perdedores”, afirmou à IPS John Christensen, diretor do Centro sobre Energia, Clima e Desenvolvimento Sustentável, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

    A reportagem é de Desmond Brown, publicada por Envolverde/IPS, 04-12-2014.

    “Devemos estar conscientes de que há pessoas que vão perder e que será preciso cuidar delas para que não se sintam excluídas. Devemos encontrar outras formas de torná-las participantes, porque do contrário haverá muita resistência por parte de grupos que têm interesses especiais”, afirmou Christensen por ocasião da 20ª Conferência das Partes (COP 20) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática que acontece em Lima, no Peru.

    Entre os dias 1º e 12, representantes de 195 países e centenas de membros da sociedade civil negociam o rascunho de um novo tratado mundial destinado a reverter o aquecimento do planeta, que deverá ser assinado dentro de um ano na conferência de Paris. A COP 20 oferecerá um adiantamento do que se pode esperar do Protocolo de Paris em relação à eliminação no longo prazo das usinas elétricas movidas a carvão, a taxa de utilização de energias renováveis e o apoio financeiro e tecnológico aos países vulneráveis e de menor desenvolvimento.

    Por exemplo, Neves, uma ilha de 13 quilômetros de comprimento no Caribe, anunciou recentemente que está “prestes a passar a ser totalmente ecológica”. Seu vice-primeiro-ministro e ministro do Turismo, Marcos Brantley, se referiu à situação de geração de combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis, a fim de desenvolver o turismo.

    “Além de reduzir a pegada de carbono nacional, a preocupação pela gestão de resíduos é um tema particularmente difícil para todas as nações”, afirmou Brantley. Neves contratou a empresa norte-americana Omni Alfa para extrair energia de seus resíduos e construir um parque de energia solar, destacou. O ministro pontuou à IPS que esses avanços, “junto com o desenvolvimento de nossas fontes de energia geotérmica, prometem fazer de Neves o lugar mais ecológico na terra”.

    Christensen disse que a reunião do Caribe poderia aprender lições com a Dinamarca, seu país de nascimento. Os estaleiros dinamarqueses não podiam competir com os da Coreia do Sul e da China, e “o governo por muito tempo continuou injetando dinheiro para tentar mantê-los respirando, em lugar de tentar a transição para outra coisa. Agora produzem moinhos de vento e outras coisas com mais futuro”, explicou.

    Muitos países do Caribe usam óleo combustível ou diesel para produzir energia, além de gasolina para automóveis, tudo o que precisa ser importado, apontou Christensen. Mas poucos países insulares contam com os recursos financeiros necessários para pagar anualmente as importações de combustíveis, que são “bastante caras”, assegurou. Esses países deveriam aproveitar sua localização geográfica, que oferece “muito sol, potencial para biomassa e vento”, sugeriu.

    Cuba fez uma transição importante para a energia solar no setor energético”, disse Christensen, e outros países do Caribe apostam na conservação das florestas e aproveitam mais recursos ambientais que antes consideravam sem valor. “Agora temos que falar sobre o que acontecerá se os países não avançarem. Como todas as ilhas, seus riscos de inundação aumentarão. Por isso, na transição verde, os países têm de buscar a forma de serem mais resistentes”, ressaltou.

    Segundo Christensen, “há formas de melhorar a eficiência, porque o clima está cada vez mais quente, e, pelo lugar em que estão, é necessário buscar novas oportunidades na economia verde que também os protejam da mudança climática no futuro”.

    Centro e Rede de Tecnologia do Clima (CRTC), braço operacional do Mecanismo de Tecnologia da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (CMNUCC), incentiva a transferência acelerada, diversificada e gradual de tecnologias ecologicamente viáveis para a mitigação e adaptação à mudança climática no Sul em desenvolvimento, em linha com suas prioridades de desenvolvimento sustentável.

    CMNUCC realiza em Lima sua 20ª conferência anual das partes, que desde 2005 tem como instrumento em vigor oProtocolo de Kyoto, que deverá ser substituído pelo de Paris a partir de 2020.

    “O CRTC é um motor, um veículo para ajudar os países a conseguirem economias verdes”, explicou à IPS JasonSpensley, a sua gerente de tecnologia climática. “Nos próximos dias veremos uma solicitação de Antiga e Barbuda relativa ao desenvolvimento da energia renovável, e especificamente da eólica… o preço da energia ali é muito alto”, afirmou. A República Dominicana também negocia com o CRTC a apresentação de um pedido de produção deenergia renovável.

    Nos últimos tempos o Banco de Desenvolvimento do Caribe, a maior instituição de crédito da região, redobrou as gestões para atrair o investimento em projetos de energia renovável e adaptação à mudança climática na região. Seu presidente, Warren Smith, disse que grande parte do Caribe oriental, que inclui os menores países, tem um grande potencial geotérmico que permitiria reduzir drasticamente a importação de combustíveis fósseis e até convertê-los em exportadores de energia, devido à proximidade de ilhas sem esses recursos.

    Christiana Figueres, secretária-executiva da CMNUCC, exortou na COP 20 os 12.400 assistentes a desejarem grandes alturas e propôs várias linhas de ação fundamentais. “Primeiro, devemos trazer à mesa o projeto de um novoacordo universal sobre a mudança climática e explicar como serão comunicadas as contribuições nacionais no próximo ano”, enfatizou.

    “Segundo, devemos consolidar os progressos em matéria de adaptação para conseguir a paridade política com a mitigação, devido à urgência de ambas por igual”, acrescentou Figueres. “Terceiro, é preciso melhorar a prestação de financiamento, em particular para os mais vulneráveis. Por fim, devemos estimular a ação cada vez maior por parte de todos os interessados para ampliar o alcance e acelerar as soluções que nos façam avançar a todos, mais rápido”, concluiu.